Canais são a máquina propulsora da HP PPS, diz Renato Barbieri

Fechado o primeiro semestre do ano, a HP começa a acelerar o ritmo da simplificação da forma de fazer negócios com clientes e canais. Isso, porque, neste ano foi comemorado o primeiro ano da fusão da área de computação pessoal e imagem e impressão, resultando na PPS, unidade que ainda é o grande motor de faturamento da empresa.
Segundo Renato Barbieri, diretor de canais da HP PPS, desde a fusão só houve ganhos para o negócio da fabricante, e a mensagem de simplificação de processos tem apresentado resultados. Independente dos dados em si, pontua ele, a companhia promoveu a mudança que acelerou a comunicação por entre os parceiros. ?E esse processo continua, principalmente em relação à previsibilidade de ganhos conosco?, conta.
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Balanço
O primeiro ano foi de estabilização da operação em conjunto. Foram unidas duas forças da HP que, na época, direcionavam quase 80% dos negócios da HP em todo mundo, desde a venda de equipamentos até serviços relacionados. Ouvir o canal se tornou mandatório desde a união das áreas, diz o executivo. Segundo ele, os parceiros são a máquina propulsora dos negócios da PPS ? 70% dos negócios no Brasil é feito por eles. Assim, embora ainda em vias de melhoramento, o relacionamento com as alianças tem se estreitado. ?Se a voz do canal for ouvida, eu estarei satisfeito?, diz.
O início do ano foi bom, com crescimento de 8% pensando nas vendas de impressão, comenta. O que puxou o número foi a demanda por suprimentos, que crescem a taxa de dois dígitos há dois anos, afirma. A companhia inaugurou algumas políticas contra a pirataria de cartuchos e abaixou o preço de seus suprimentos para auxiliar o movimento.
Na área de computação ?atingimos a cota com os parceiros?, revela, sem abrir números. Segundo ele, não somente a transformação do consumo de computação pessoal atingiu os resultados, mas também as variações do dólar (sempre para cima) não permitiu com que os negócios fossem ?ainda mais interessantes?. ?O balanço é muito positivo?, ressalta Barbieri.
?Esperamos a estabilidade da moeda para o próximo semestre. Mas isso não significa que vamos ficar parados. Vamos continuar intensificando a comunicação com parceiros, pois há muito para ganhar quando se trata de mercado brasileiro?, avalia o diretor.
Expectativas
Segundo o planejamento da companhia, 2014 é o ano de colher os frutos de todas as reformulações executadas pela companhia durante 2012 e 2013. A empresa espera, também, que o programa BlueCarpet seja um divisor de águas neste sentido, ?fidelizando ainda mais? os canais e criando novas oportunidades de negócios para a HP.
Embora o principal esforço deste tempo tenha sido dedicado aos parceiros first tier, a HP planeja acelerar o ciclo de comunicação e relacionamento também com os canais second tiers. ?Melhoramos o trato com os principais parceiros, mas entendemos que todos os canais precisam ser ouvidos, assim como os distribuidores. Vamos intensificar isso?, promete.
