Canais apontam onde estão os negócios da Oracle em 2012

A Oracle reforçou o discurso adotado por todas as companhias estrangeiras que estão aumentando o investimento no mercado brasileiro: o País conta com muitas oportunidades de bons e duradouros negócios no mercado de tecnologia.
Então, já que assim é assim que a fabricante vê o Brasil, o papo agora é com os parceiros a partir de uma pergunta única: onde estão os negócios com as soluções da Oracle dentro do País?
Para Marcelo Issa, diretor de alianças, marketing e canais da Ação Informática, a parte de hardware esta surpreendendo pelo número de negócios encontrados durante este ano. ?As empresas estão buscando investir em equipamentos para dados, e acredito que em 2012 a busca será ainda maior?, afirmou o diretor, que contou que a distribuidora iniciou a oferta de hardware da Oracle há pouco tempo.
Do ecossistema de 1 mil canais, 350 deles trabalham soluções da Oracle (sendo que contam com a certificação obrigatória do Oracle Partner Network) e, de acordo com o executivo, há um grande empenho do desenvolvimento de negócios na área de Midlleware, como as soluções de BI e gestão. Hoje, 33% do negócio da distribuidora é representada por negócios Oracle.
O grande desafio da Ação para os próximos anos é formar canais capazes de fazer vendas de ponta a ponta. ?Com o foco de atrair apenas parceiros especializados, deixar o parceiro apto a manter o negócio e gerar oportunidades dentro do mesmo cliente leva cerca de um ano, o que é um desafio também para a Oracle, que quer triplicar a base de canais?, afirmou. Marcelo afirma que ainda falta maior compreensão da fabricante em deixar a ?regra do jogo? definida, para que os parceiros saibam até onde possam ir com as vendas e onde entram as ofertas diretas, para que ?não ocorram desgastes e as metas sejam alcançadas?.
Para a integradora paulista Bertini, que há 16 anos trabalha exclusivamente com aplicações da Oracle, os maiores negócios com a fabricante viram a partir da implementação de soluções de Business Intelligence. ?Houve um grande investimento em ERPs em 2010 e 2011. O passo adiante é trabalhar com BI, para compreender melhor o ecossistema das companhias e ofertar de forma mais inteligente?, afirmou o diretor comercial da integradora, Paulo Silveira.
?O mercado sempre foi interessante no lado de aplicativos. As empresas já enraizadas no País estão crescendo e as multinacionais estão chegando, o que traz ainda mais oportunidades de negócios?, contou Paulo, que adiantou sua crença em ver uma grande consolidação das estruturas de Supply Chain, também parte do processo ?pós-ERP?.
?Atuamos forte na área de manufatura e serviços, e estamos crescendo bastante no setor de aviação?, informou Paulo, que acredita em melhores negócios e maior aquecimento do mercado nesses setores em 2012, até mesmo em negócios com o Exadata da Oracle, onde iniciou o processo de ofertas recentemente e já conta com uma equipe sendo treinada e se especializando para integrar toda a oferta da Bertini também com a solução de hardware.
Já a Stefanini vê duas verticais como foco de atuação das soluções da Oracle Saúde e Óleo e Gás. Para Marcos Monteiro, diretor de consultoria, as soluções da fabricante podem ser um passo certeiro para a área de Saúde, uma vez que ?este setor não definiu ainda o foco de investimentos para dar um upgrade nas plataformas de atendimento e gestão, e as petrolíferas estão cada vez mais focadas em performance e controle ordenado de dados?.
Luciano Marcondes Cadoná, responsável por negócios em saúde da Stefanini, vê altíssima demanda por equipamentos capazes de realizar transferência de imagens e dados, além de softwares de gestão e distribuição de informação dentro de hospitais e operadoras de saúde. ?Em 10 anos esses nichos consumiram 40 vezes mais dados que o mercado financeiro?, afirmou o executivo. ?Soluções de dados vão bombar a partir de 2012?, acrescentou o Luciano, que conta que o Oracle Policy Automation (OPA) é uma das apostas da empresa para este mercado.
Carlos Amaral, responsável por negócios no segmento de Óleo e Gás da Stefanini, afirma que ?o setor já está mais maduro, e agora busca por mais performance e tecnologia, que possam fazer mais gastando menos?. ?Esse tipo de empresa quer algo que acompanhe o processo desde a exploração e refino, até a logística e comercialização?, afirmou Carlos.
