Banda larga cresce menos em 2006

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9:45 pm - 23 de maio de 2011

Os acessos de banda larga no Brasil devem chegar a 6 milhões no final de 2006, um aumento de quase 50% em relação ao ano passado, de acordo com números do IDC. O índice fica abaixo dos 73% alcançados em 2005 em relação a 2004. Mesmo para alcançar a estimativa para esse ano, as fornecedoras de banda larga vão ter que suar a camisa. No primeiro trimestre, foram registrados 4,3 milhões de conexões, 8% a mais do que os 4 milhões alcançados de outubro a dezembro de 2005. Os números fazem parte da pesquisa trimestral Barômetro de Banda Larga, patrocinada pela Cisco. Maurício Giusti, diretor de planejamento estratégico da Telefônica, diz que ficou “surpreso” com os números, pois “a companhia registrou resultados positivos no primeiro trimestre”. O executivo admitiu, no entanto, que o primeiro trimestre é sempre o mais fraco do ano. Giusti e Luiz Perrone, acreditam em uma questão de “sazonalidade” para a desaceleração dos acessos de banda larga no país, mas apontaram também entraves na falta de incentivos fiscais, a uma grande camada da população sem acesso a computadores e, especialmente, a marcos regulatórios. “Operamos dentro de normas escritas há 10, 12 anos atrás, quando não imaginávamos que o Brasil teria quase 100 milhões de celulares em 2006”, pontua o diretor da Telefonica. Francisco Valim, presidente da Net Serviços, disse que não acreditar em um modelo subsidiado, mas em um incentivo à competição. Na opinião dos executivos, essas são barreiras que devem ser vencidas para que sejam atingidos os 10 milhões de acessos em 2010, meta proposta pelo governo no ano passado. Eles citam como exemplo a Coréia do Sul, que montou um plano em relação a isso e conseguiu estender a tecnologia a 68% de sua população – a maior rede comparada inclusive a países como EUA (27%), França (22%) e Reino Unido (19%). No Brasil, apenas 2,2% da população tem acesso à internet de banda larga.  Os usuários residenciais representam 86% de conexões de banda larga – as médias e grandes empresas geralmente optam por IP dedicado. A tecnologia xDSL (par telefônico) responde pela maioria dos acessos, mas vem perdendo terreno para outras tecnologias. Em setembro de 2005, o xDSL representava 82,1%, enquanto cabo, rádio e satélite estavam em 14,1%, 3,4% e 0,4%, respectivamente. Em março desse ano, o par telefônico caiu para 79,7% enquanto demais tecnologias tiveram um leve aumento e alcançaram, respectivamente, 16,1%, 3,7% e 0,5%.Outro índice que chama atenção é o aumento de usuários com maior velocidade. Em setembro de 2005, os acessos com velocidade de 128K a 512K representavam 77%, enquanto os acessos acima disso estavam em 23%. Em março, esses índices ficaram, respectivamente, em 72% e 28%. A principal evolução foi percebida nos acessos acima de 1M, que aumentaram de 2% para 7% comparando setembro de 2005 a março de 2006.   Os números acima não consideram os acessos via IP dedicado, principal solução adotada por médias e grandes empresas. Esse modelo chegou a 70 mil conexões no período de janeiro a março de 2006, um aumento de 4,9% em relação às 66 mil do último trimestre de 2005.

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