Banda larga brasileira não suporta tráfego da Copa

A rede de banda larga brasileira não está preparada para receber a Copa do Mundo de 2014. O aviso foi dado pelo presidente da Teleco, Eduardo Tude, durante apresentação de pesquisa conjunta com a Huawei, na edição desta terça-feira (26/10) da Futurecom 2010.
“Se tivéssemos essa rede na Copa seria muito difícil navegar”, disse Tude, adicionando que o problema envolve o aumento natural no número de usuários que o Brasil deve ter, assomado aos turistas que vierem acompanhar os jogos no País. Apesar da constatação, o especialista preferiu não fazer previsões a respeito do valor necessário a ser investido para melhoria das redes. “Cada operadora terá de ver isso, mas, com certeza, a convergência proporcionada pela consolidação deve facilitar estudos e implantação”, comentou.
O levantamento avaliou a velocidade e disponibilidade da rede nas cidades que receberão os jogos. São Paulo e Porto Alegre destaca-se com as maiores médias de velocidade, tanto em download (superior a 660 kbps) quanto em upload (superior a 270 kbps). No outro extremo estão Salvador, Natal e Recife, com as piores: 400 kbps e 200 kbps, respectivamente.
LTE
Na avaliação do especialista, a tecnologia LTE, ainda indisponível, seria uma forma inteligente de evitar um estouro de sobrecarga nas redes. Dessa forma, a banda 3G seria deixada para usuários que utilizassem ações mais leves. “O 3G pode crescer também, a demanda de tráfego é tão grande que uma solução só não será suficiente”, disse, adicionado que acesso fixo e rede sem fio podem somar a esse processo.
Contudo, Tide faz um alerta: esses dados, coletados entre 20 de setembro e 13 de outubro, não devem ser os únicos considerados na avaliação de investimentos, uma vez que, em quatro anos, ” a tecnologia estará completamente diferente”.
No total, o governo investirá R$ 17 bilhões investidos em infra-estrutura por conta da Copa.
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