Backup é vilão na gestão de Big Data

Que o volume de dados armazenados e em circulação dos sistemas corporativos está crescendo a ritmo descontrolado não é novidade – o Big Data está na boca dos especialistas em TI há um certo tempo. O que nem todo CIO descobriu é que um dos principais culpados pelo excesso de informação é o inevitável backup.
Para a analista Rachel Dines, da Forrester Reseach, entre 2010 e 2012, a média de armazenamento de backup em servidores corporativos cresceu 42%, enquanto o armazenamento geral de arquivos (normalmente a válvula de escape do crescimento de dados) aumentou “apenas” 28%. Na leitura da especialista, a disseminação inevitável de dispositivos móveis no ambiente corporativo foi o responsável por fazer a taxa de backup de PCs decolar para aproximadamente 100% nos últimos dois anos. O arquivamento de documentos, outra categoria de backup, obteve expansão de 45% no mesmo intervalo.
Por isso, não é surpresa se deparar com o momento de reavaliar o software de backup empresarial utilizado. Segundo pesquisa da consultoria, é necessário analisar 11 aspectos ao escolher a manutenção ou a troca desse sistema:
– Capacidade de redução de dados e escalabilidade
– Backup direcionado
– Opções avançadas de backup
– Criptografia de dados
– Plataformas suportadas
– Funções de continuidade e restauração
– Verificação de backup e checagem de erros
– Módulos complementares
– Gestão do sistema
– Setup e implementação
– Escalabilidade
Além disso, as características dos fornecedores disponíveis do mercado também devem ser criteriosamente consideradas, segundo Rachel, muito além do custo. Pesquisa e desenvolvimento, estratégia de produto, parcerias e satisfação de consumidores que já contrataram a solução estudada são pontos a serem percorridos pelo CIO na busca por um novo software de backup.
