AWS quer ajudar mais de 700 startups na AL até o fim do ano

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9:00 am - 18 de março de 2014

Startups nunca estiveram tão em voga quanto nos últimos tempos, com cases como Netflix roubando a cena e virando de cabeça para baixo modelos de negócios e formatos de consumo. Com foco em abrir mais espaço para este público, a Amazon Web Services anunciou na última semana o serviço Active, com infraestrutura e serviços totalmente gratuitos. Na América Latina como um todo, a oferta já estava disponível desde o início do ano em caráter de testes, contabilizando, atualmente, 15 aceleradoras e 355 startups. A proposta é dobrar ambos os números até o fim do ano, explicou Juliano Tubino, diretor de marketing da AWS.

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?A criação do Activate formaliza uma série de iniciativas que já tínhamos, mas de forma separada?, explica o executivo.

São duas as formas de atender a esse público, conta. Assim como ocorre dentro do programa Active global, existem dois grupos de soluções: o Self-Starter e o Portfolio. Ambos são gratuitos, mas no primeiro caso, qualquer interessado pode aderir e ter serviços como 750 horas de servidor para banco de dados, servidor web por um ano e um mês de suporte ilimitado ? de suporte até mentoria. ?É possível ter acesso online a uma comunidade de startups que tem não somente empresas que passam pelo menos desafio, mas especialistas da própria AWS?, detalhou. Até o momento, não havia sido feito nenhum anúncio da iniciativa em solo brasileiro, apenas a publicação de uma notícia na última segunda-feira (14/10) aqui neste site. Segundo Tubino, neste intervalo de tempo, 45 companhias da região já se cadastraram.

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Já dentro do programa Portfolio, mais avançado, a fabricante entra com uma avaliação mais criteriosa. Junto de aceleradoras ? empresas de venture capital e capital semente, por exemplo ? seleciona os participantes, que recebem um atendimento em três óticas: amparo tecnológico, treinamento e auxílio de ida ao mercado, com acesso a crédito e treinamento. É este nível que está disponível desde o início do ano no Brasil em caráter de testes e que contabiliza 355 startups inscritas. ?Cada startup recebe US$ 5 mil em créditos para usar os serviços AWS?, contou Tubino.

O executivo garante que não existe qualquer intenção de adquirir as companhias que recebem estas facilidades. O objetivo é fidelizar clientes já na base. ?Muitas das startups já usavam a AWS antes mesmo do programa. Tomamos essa decisão porque, nas fases inicias da startup, é importante que ela se foque próprio negócio. Inevitavelmente em um, dois anos, essas pequenas empresas vão se tornar grandes clientes?, justificou. O executivo ainda não tem uma ?taxa de conversão? estimada para esses potenciais clientes. ?A indústria de tecnologia tem se voltado ao apoio a startups. O que queremos é aumentar a taxa de sucesso e hoje não tem no Brasil muito claro quantas são as startups e quais os estágios de vida delas?, comentou.

De cara com o cliente

Em maio de 2014, a AWS concluirá o programa promovendo um encontro dessas pequenas empresas com clientes em potencial. É o My Firts Big Costumer Day. ?Como nosso foco não é ter participação nessas empresas, estamos trabalhando um modelo similar ao empregado ao final do período de aceleração que companhias fazem. Mas em vez de apresentar potenciais investidores, vamos apresentar clientes de grande porte?, contou. Ainda não está definido quantas companhias participarão. ?A ideia é colocar potenciais clientes que sejam condizentes com as ofertas apresentadas?, finalizou.

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