AWS comemora recordes e dispara contra nuvem privada

O vice-presidente sênior da Amazon Web Services (AWS), Andy Jassy, não economizou a divulgação de números que saltassem aos seis mil pares de olhos que acompanhavam a primeira edição do re:Invent, primeiro evento global que a empresa de serviços em cloud computing promoveu para clientes e parceiros ao redor do globo. Além disso, o executivo não dispensou a oportunidade para criticar duramente ofertas de ?nuvem privada?, as quais ele descreveu exatamente assim, entre aspas, durante sua palestra desta quarta-feira (28/11), em Las Vegas (EUA).
Curta, no Facebook, a Fan Page do IT Web
?Em 2003, a Amazon era um negócio de varejo de US$ 5,2 bilhões, com 7,8 mil empregados. Todos os dias, a AWS adiciona capacidade de servidor o suficiente para garantir serviços a empresas com esse mesmo tamanho de US$ 5 bilhões?, disse. A companhia, que promete contratação de serviços de nuvem, salvo exceções, no estilo self-service, completamente pela web, já está presente em 190 países ao redor do mundo, apesar de ter operações diretas em nove localidades do mundo, sendo as mais recentes Brasil e Austrália.
Outros números que valem ser citados: o serviço de storage Amazon S3 já tem 1,3 trilhão de objetos armazenados, e processa picos de 835 mil solicitações por segundo. No caso da Amazon Elastic MapReduce (EMR), foram 3,7 milhões de clusters lançados desde maio de 2012. Na visão do executivo, o sucesso e o rápido crescimento são resultados da facilidade e escalabilidade oferecida pela marca.
Apresentados os números, o executivo disparou contra a oferta da chamada nuvem privada. ?Se você olhar pra nuvem privada, não há os benefícios da pública e você ainda tem que fazer a gestão?, alfinetou. Utilizando dados da Forrester Foresights Survey, do terceiro trimestre de 2012, aqueles que contrataram esse tipo de oferta não atingiram seus objetivos: 24% conseguiram implementar portais de autosserviço, 27% puderam automatizar recursos, 29% obtiveram rastreamento de recursos e 14% viram retorno dos investimentos.
A briga neste conceito é antiga, e obviamente que a AWS vai defender que o modelo por ela ofertado é melhor do que os demais do mercado. Mas o que chamou a atenção foi o motivo que, segundo Jassy, leva as fabricantes a fazerem tais ofertas: com crescimento em torno de 60% ao ano, com altas margens de lucros, as fabricantes simplesmente não querem perder o filão, de acordo com o VP. Ele apresentou exemplos de falas de representantes de empresas, sem detalhar nome do executivo ou da companhia, que indicavam esse necessidade de manter os ganhos elevados. “Mais uma vez, expansão de margem foi o principal contribuinte do crescimento”, teria dito o CFO de uma empresa de hardware.
Considerando que não há o contexto da afirmação e que, obviamente, empresas servem para dar lucro e perseguem esse objetivo, é complicado tirar conclusões rasas. Mas Jassy não perdeu tempo para afirmar que a cloud computing foi um dos motivadores do fim desta era, de altas margens de empresas de tecnologia, e que a AWS surfa no sucesso do modelo. ?Margens altas são modelos válidos de negócios… mas simplesmente não é nosso negócio?, conclui.
* A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da AWS
** Atuaizada 29/11/12
Saiba mais:
Amazon Web Services reduz preços de storage e lança Data Warehouse como serviço
