(ATUALIZADA) Telefonica adquire participação na Telecom Itália

A Telefonica adquiriu participação acionária no capital da Telecom Italia. A tele espanhola, em um consórcio junto bancos europeus (Mediobanca e Intesa Sanpaolo), a seguradora Generali e a empresa Benetton, levaram a participação que a Pirelli detinha na Olimpia, principal acionista da Telecom Italia.A Telefonica passa a deter 10% de participação indireta no controle acionário da Telecom Italia. O novo consórcio, no qual a Telefonica representa a maior parte, com 42,3%, possui 23,6% do capital da telco italiana, sendo 18% indiretamente, pela Olímpia, e outros 5,6% de participação direta.Pelo acordo, a Telefônica incorpora-se ao conselho de administração da Telecom Itália com dois representantes, número proporcional a sua participação de 10% no capital da companhia.O anúncio da aquisição do controle acionário da Telecom Italia encerra uma batalha travada no mercado global de telecomunicações há alguns meses, quando a companhia anunciou pela primeira vez a possibilidade venda de seu controle acionário. Desde então, gigantes do setor, como a mexicana América Móvil, começaram a manobrar para realizar o negócio.Com a participação na Telecom Italia, a Telefonica aumenta sua presença no mercado brasileiro de telefonia móvel, ao acrescentar à sua base de 29 milhões de clientes da Vivo, os 26,3 milhões de usuários da TIM, superando 50% do total. Diminuem também as possibilidades de venda da TIM para a Claro, da América Móvil, operação que vinha sendo especulada entre analistas de telecom brasileiros, já que a Telefonica terá poder veto no conselho da Telecom Italia.A assessoria de imprensa da Agência Nacional de Telecomunicacações (Anatel) informou que a agência irá levantar junto às empresas as informações sobre transferência de controle acionário e de estruturação da cadeia societária para avaliar as medidas a serem tomadas.Segundo Eduardo Tude, do Portal Teleco, a postura da Anatel deve ser semelhante à tomada no caso TIM e Brasil Telecom, com a estipulação de um prazo de 18 meses para que a operadora italiana abrisse mão do controle de uma das empresas.A assesoria de imprensa da Telefónica no Brasil afirmou que a empresa ainda não tem previsão sobre quando a empresa irá se pronunciar sobre o assunto.
