As mudanças no comando da HP e os impactos no Brasil

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9:00 am - 18 de março de 2014

Fundada na garagem em um vilarejo próximo a Palo Alto, Califórnia, a HP se tornou um dos nomes mais fortes da história da tecnologia da informação até agora. Dois empreendedores – Bill Hewlett e Dave Packard ? transformaram um negócio que nasceu com investimento de US$ 538, em 1939, em uma potência com faturamento global superior a US$ 120 bilhões, em 2012.

Os últimos anos, contudo, foram duros para a companhia. As acelerações nos processos de transformação tecnológica, mudanças de modelo de negócio e acirramento da concorrência deixaram suas marcas. Em última análise, foram fatos que reverteram constantes danças das cadeiras nas posições de liderança global da fabricante, o que, consequentemente refletiu trocas no comando também no Brasil.

A seguir listamos as três últimas mudanças no comando mundial da provedora e o que isso desencadeou na posição de líder do negócio no território nacional (que vivenciou trocas que, casualmente ou não, coincidiram com alternância global de CEOs).

No Mundo >>> Mark Hurd

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Mark Hurd assumiu o comando da HP depois da queda de Carly Fiorina, em janeiro 2005, afastada pela conselho diretivo da companhia depois de resultados inconsistentes e problemas na execução da compra da Compaq. O cargo havia sido ocupado interinamente durante vários meses por Robert Wayman.

Hurd ficou apenas na posição de CEO da companhia por algum tempo e, só em 22 de setembro de 2006 passou a responder também como chairman da fabricante.

No seu comando, a HP assumiu a primeira posição em vendas de desktop, em 2007, em manteve a frente no mercado de laptops, desde 2006. Nos anos seguintes, ganhou market share também nas frentes de impressão. Mesmo em momento de queda em vendas, a lucratividade a bem. Com um estilo de gestão ?determinado?, era um líder na cabeça de um vendedor, o que o levou a aparecer em listas de CEOs de algumas publicações, inclusive sendo nomeado como um dos 25 Executivos mais influentes da CRN EUA.

Foi afastado do cargo em 2010 por suspeita de assédio sexual.

No Brasil >>> Mário Anseloni

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Mário Anseloni ingressou na HP Brasil em 1998 e assumiu a presidência da subsidiária em novembro de 2006. Ocupou a posição durante três anos. Deixou a companhia em janeiro de 2010 para assumir a liderança da brasileira Itautec (onde ficou até abril de 2013, após a compra da empresa pela japonesa Oki).

?Deixo uma empresa sólida, de grande porte, presente no mercado brasileiro com uma imagem muito fortalecida e que ainda tem espaço para expandir ainda mais. Uma companhia que já conseguiu chegar a um patamar de relevância local muito maior do que possuía há alguns anos. Além disso, existem bons contratos vigentes que fazem com que a empresa tenha perspectivas muito positivas para continuar em um processo de crescimento acelerado?, avaliou, na época, sobre sua passagem pela HP.

No mundo >>> Léo Apotheker

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Em 30 setembro de 2010, o ex-SAP Leo Apotheker foi nomeado como novo CEO e presidente da HP, posto que começou a desempenhar em 1º de novembro. Ficou por um tempo curto, porém intenso, na posição. Na sua gestão, as ações da companhia caíram 40%. Foi, também, o responsável por anunciar em uma conferência com analistas de mercado a intensão de separar a parte de computadores pessoais, o que gerou ruído e alvoroço no mercado.

O executivo também começou a arquitetar a compara da empresa de software Autonomy, que, mais tarde, tinha um problema financeiro grave que acarretou um furo bilionário nos caixas da HP. Em 22 de setembro de 2011 foi afastado do cargo. Atualmente, é membro do board da Schneider Electric.

No Brasil >>> Oscar Clarke o clarke 5 As mudanças no comando da HP e os impactos no Brasil

Com um currículo que estampa passagens por gigantes da indústria de TI, como Intel, EMC e Hitachi, Oscar Clarke assumiu o comando da subsidiária brasileira em maio de 2010. Compartilhava a responsabilidade com a gestão da divisão de Enterprise Group da companhia no País.

No período, trabalhou localmente as transformações globais pelas quais a companhia passou ao longo dos anos, com troca de comando e impasse sobre o destino da corporação.

Em entrevista recente à CRN Brasil, disse ?o Brasil não é o nirvana que todos falam?. A despeito do belo título, a reportagem trazia uma visão dos desafios do executivo na posição.

Entre suas falas, afirmou que inovação para uma empresa que nasceu na garagem “é a alma do negócio. A HP é o que é por causa da inovação. Talvez, em algumas gestões anteriores, isso tenha se perdido. O que a Meg [Whitman] está fazendo desde que assumiu como CEO, é trazer a inovação ao DNA e dia a dia da empresa“.

No Mundo >>> Meg Whitman

meg whitman hp As mudanças no comando da HP e os impactos no Brasil

Vinda do eBay, Meg Whitman assumiu a liderança da HP em um momento extremamente delicado para a companhia. Chegou a posição com o dilema de decidir o que, efetivamente, seria feito com a área de computação pessoal da empresa: se seria realmente vendida ou não. Resolveu-se unir a área de impressão e computação pessoal, criando a divisão de PPS. Desde então, a executiva bate bastante na tecla da inovação para reconstruir a companhia. Tem consegui bons avanços nessa frente.

Junto aos parceiros, Meg tem feito um gigantesco esforço para transformar a empresa em algo realmente atraente para negócios, do computador aos serviços na nuvem, o que tem feito com que ela investida consideravelmente seu tempo.

No Brasil >>>?

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Mesmo com um avanço considerável nos últimos anos, o processo de transformação da HP ainda está longe do fim. ?Não é fácil manobrar um gigante?, dizem muitos sobre o esforço necessário em imprimir uma nova abordagem estratégia em uma organização do tamanho da gigante de TI. Na mesma toada que a empresa precisa se reinventar, o mercado se move veloz, trazendo novos conceitos e tecnologias a velocidades cada vez maiores.

A companhia já definiu que pretende ter no comando da subsidiária um executivo mais focado no dia a dia dos negócios. Entre os nomes dos possíveis sucessores de Oscar Clarke aparece Claudio Raupp (atualmente líder da divisão de PPS) Luciano Corsini (ES) e Tereza Kitty (Software). A expectativa é que, sejam que assuma o posto, tenha apoio e força para imprimir as transformações necessárias.

*Colaborou Renato Galisteu

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