Árvore de família

Igreja Mórmon oferece acesso sem fio à internet e estimula pesquisas genealógicasHá cerca de dois anos a igreja Mórmon (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) resolveu instalar mais de 300 pontos de acesso à internet em capelas e Centros de História da Família. A idéia é oferecer um serviço à comunidade e também incentivar as pessoas a buscarem informações sobre suas famílias no site www.familysearch.com, também da igreja. “Um dos princípios religiosos é o resgate dos antepassados, por isso estimulamos as pessoas a conhecerem melhor suas famílias”, explica Celso Fernando Sanches, gerente de sistemas de informações e comunicações da instituição. “Nos locais onde existirão os pontos de acesso também vai haver pessoas para auxiliar na navegação e, especialmente, na pesquisa de documentos de parentes.”Para não ter que cabear e fazer reformas nos prédios, a igreja optou por adotar equipamentos para acesso sem fio à internet. A solução é composta de caixas PIX501 e 390 Access Points para conexão wireless, bem como firewalls e controladores de acesso. Todos os produtos são oferecidos pela Cisco, parceira mundial da igreja. “Os usuários podem navegar pela web, mas por conta do local onde os pontos serão instalados, obviamente vamos restringir o acesso a alguns sites”, pondera Sanches. O desenho e a implementação foram feitos pela integradora 2S. Sanches informa ainda que a conexão wireless está sendo aproveitada para outras aplicações, atendendo a todo o prédio. “Quisemos aproveitar que já estávamos realizando esse trabalho.” Mórmons e genealogiaOs mórmons, que hoje somam 12 milhões de pessoas em mais de 160 países, são conhecidos pela importância que dão à genealogia. Os participantes da instituição dedicam parte do seu tempo a pesquisar seus antepassados. “Por isso, temos especialistas que percorrem o mundo em busca de registros de nascimento e morte. Esses profissionais fazem a microfilmagem dos documentos e enviam à sede da igreja, em Salt Lake City, nos EUA”, afirma, “Temos 65% dos documentos de cartórios do mundo todo microfilmados.” Antes essa pesquisa era feita manualmente, mas cada informação solicitada à sede demorava de dois a três meses para chegar. “Além disso, era necessário saber coisas que muitas vezes as pessoas não sabem, como o cartório e a cidade onde a pessoa foi registrada”, relembra Sanches. Pensando em facilitar esse processo, a instituição passou a digitalizar todos os seus microfilmes, utilizando ferramentas de GED (gestão eletrônica de documentos). Paralelamente, os principais dados de cada documento são jogados em um banco de dados que é ligada ao FamilySearch. Quando uma pessoa busca um parente pelo sobrenome, por exemplo, o site vai buscar nessa base.No Brasil, já existem planos para continuar a informatização da igreja. Os projetos incluem a interligação de 950 prédios da igreja e soluções de VoIP para redução de custos de comunicação.
