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Apenas 5% das empresas de saúde latinas não adotaram telemedicina

Uma esmagadora maioria das empresas de saúde da América Latina adotou a telemedicina como estratégia de transformação digital, revelou estudo realizado pela NTT Data. Segundo a pesquisa, os investimentos em atendimento aumentaram, de forma geral, para 81% das empresas.

Pouco mais da metade (55%) dos entrevistados afirmaram que os esforços de inovação foram dirigidos para melhorar a assistência, com foco em atendimentos mais rápidos. Reflexo disso é o uso de chatbots, adotados por 53% dos respondentes. Investimentos também foram alocados para enfrentar desafios internos, como gestão da demanda e a limitada disponibilidade de profissionais da saúde.

Apenas 36% disseram dedicar os esforços de inovação à prevenção e vigilância epidemiológica.

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“Ao mesmo tempo em que os pacientes tiveram que se adaptar ao ambiente digital, as empresas de saúde foram forçadas a oferecer serviços digitais inovadores para atender a novas demandas”, diz Alejandro Morán, head global de Saúde da NTT DATA. “É por isso que eles estão mudando a maneira como se relacionam com os pacientes.”

Acelerar diagnóstico com dados ainda é desafio

O principal desafio compartilhado pelos participantes do estudo reside em acelerar o diagnóstico. Segundo o estudo, 29% das empresas pesquisadas afirmam utilizar a análise de dados com essa finalidade. No entanto, a maioria dos entrevistados sente que há um longo caminho a percorrer antes que seja possível projetar sistemas que aprendam por conta própria e forneçam diagnósticos eficazes e eficientes.

Cerca de três a cada quatro empresas afirmaram terem implantado uma estratégia de dados. Do total, 3% não utilizam e não pretendem utilizar; 25% ainda não utilizam, mas colocaram o tema na estratégia; 37% utilizam dados, mas estão em fase inicial; 27% utilizam dados para estreitar relacionamento com clientes; e 8,5% utilizam dados com inteligência num ponto considerado “ótimo”.

Entretanto, existem diferenças entre os países. Enquanto no Brasil e no México 83% das organizações já utilizam dados em sua estratégia, em países como Argentina e Chile, a porcentagem cai para 59%.

“A implementação de uma estratégia de dados é especialmente relevante na fase de cuidados de saúde”, diz Morán. “Quando os dados são adequadamente coletados e processados, a eficácia das decisões clínicas dos profissionais de saúde, bem como a prevenção em nível epidemiológico, aumenta.”

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