Antivírus reconhecem 82% das pragas virtuais, afirma laboratório

O índice é calculado a partir das amostras de vírus recebidas por meio do site do laboratório, em especial as desenvolvidas no País.Com relação ao código malicioso criado no Brasil, 70% dele se destina a atacar o sistema financeiro nacional, revela Alessandro Santiago dos Santos, coordenador de TI do IPT. Ele estima que os 30% restantes se destinam a roubar senhas de correio eletrônico, Orkut etc.O usuário continua sendo o elo mais fraco, a principal vítima desses criminosos, comenta.
A produção de pragas virtuais impressiona. De agosto a dezembro de 2005, foram recebidas mais de duas mil amostras 500 delas eram vírus novos. De janeiro a março deste ano, outros dois mil códigos chegaram ao laboratório.Recebemos de 7 a 10 amostras por dia, conta Santos.
O laboratório também identifica o caminho usado pelos hackers para desenvolver seus ataques. Santos afirma que o desenvolvimento dos cavalos de tróia (programas que entram no computador e liberam uma porta para um possível invasor) já passou por quatro diferentes gerações, desde julho do ano passado.
?No começo do nosso trabalho, eram enviadas mensagens para a instalação de arquivos anexados, com vírus embutidos. Passaram, então, a ser disseminados links para o download de arquivos executáveis. Agora há emails com arquivos anexos que camuflam as extensões executáveis e, finalmente, links que apontam para sites e fazem o download automático de programas, relata o pesquisador.
O principal objetivo do laboratório antivírus é descobrir e comunicar o mecanismo que está sendo usado pelos fraudadores.Recebemos as amostras, colocamos em uma comunidade virtual a que os fornecedores de soluções antivírus têm acesso e preparamos um relatório sobre o mecanismo de ação do código, em cerca de três horas, detalha Santos.
O foco do trabalho recai sobre os vírus locais.Embora o Brasil responda por uma pequena parte do faturamento mundial das empresas multinacionais de segurança da informação, os hackers do País são respeitados mundialmente por sua criatividade era preciso fazer algo a respeito, afirma Paulo Tonetto, country manager da Hauri no Brasil e idealizador do projeto.
