Analistas apostam em derrocada do Facebook

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9:52 am - 31 de julho de 2012

A última quinta-feira  (26/07) foi um dia de boas e más notícias para o Facebook. Em seu primeiro relatório de ganhos como empresa pública, teve uma receita de US$ 1,18 bilhão no segundo trimestre deste ano, o que representa uma alta de 32% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Por outro lado, o aumento do faturamento não representou um saldo final positivo, já que seu resultado ficou negativo em US$157 milhões para  o período. O motivo foram os custos relativos à abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) da empresa.

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Então o que podemos esperar? A equipe do The BrainYard conseguiu algumas opiniões sobre o assunto.

Michael Raanan, presidente da Landmark Tax Group, vê algumas evidências da frustração do gigante social. Em um fórum recente de impostos e legislação do qual ele participou, muitos de seus colegas disseram que o Facebook não apresenta uma vantagem significativa para os empresários e que outras redes sociais estão preenchendo essa lacuna.

?O Facebook limita as ações dos proprietários com perfis corporativos, como possibilitar apenas a ?curtida? de outras páginas e postagens. O Twitter, por outro lado, fornece publicidade em tempo real e o Pinterest provê a possibilidade de publicidade e marketing com um elemento mais visual?, afirmou Raanan.

Gina Schreck, presidente da SynapseConnecting,, também percebe o que é conhecido com a ?fadiga do Facebook?. Parte disso, ela diz, pode ser atribuído ao desejo dos usuários de tentar algo novo, mas a rede social não faz o suficiente para engajar as pessoas e as empresas.

?Vejo uma tendência que aponta para queda do Facebook ? as pessoas mais jovens se afastarão das atividades e descobrirão o Pinterest e outras redes. Também ouço adultos falando sobre a exaustão do Facebook e as empresas cansadas de tentar conseguir fãs para subir no ranking do EdgeRank. A rede social afirma estar focada em ajudar as pequenas empresas, cobrando para promover postagens para fãs que você já tem e não ter ainda um aplicativo móvel mais funcional para gerenciar páginas corporativas, mostrando que ainda não ouve a maioria de seus usuários?, observou Gina.

William J. Ward, professor na SI Newhouse School of Public Communications, da Syracuse University, concorda que o Facebook deve mover a plataforma ? e seus usuários ? para uma direção mais orientada ao corporativo.

?Muitas empresas estão ainda aprendendo como lidar com mídia social bem como o Facebook. A rede social do futuro terá que continuar a desenvolver o ecossistema para aproveitá-lo para o e-commerce, transações, B2B (business-to-business) e outros propósitos profissionais e de empresas. O crescimento contínuo exigirá do Facebook o aumento da percepção dos consumidores da marca além do quintal da mídia social?, disse Ward.

Positivo

Mas não existem apenas previsões negativas. Matt  Karolian, gerente de mídia social da empresa de publicidade Arnol Worldwide, prevê um futuro brilhante para a rede social em e-commerce, apesar de ser um que soe um pouco assustador para usuários que prezam pela privacidade.

?Não vejo muitas pessoas falando sobre o potencial da rede em se aprofundar no comércio. No momento, o Facebook tem muitas das peças no lugar para que o comércio funcione, apenas não estão corretamente conectadas. Possui IDs verificadas, centenas de milhares de proprietários de empresas e conhecem suas preferências. Facebook Connect o meio primário para a inscrição e muitos serviços online. Está tudo lá?, esclareceu Karolian.

April J. Rudin, da Rudin Group, percebe uma evolução social que afetará todas as plataformas. Ela não prevê qual plataforma ?ganhará?, mas que logo chegará o dia em que usaremos um único hub para acessar múltiplas plataformas. ?Por que temos que usar tantas difetentes??

Em qualquer caso, com um público volúvel que pode mudar entre as plataformas de rede, as frustrações com as muitas mudanças do Facebook e a falta de um forte componente móvel, bem como a nova responsabilidade com os acionistas, o gigante de mídia social tem sem dúvida muito trabalho à frente.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

*Texto de responsabilidade da rede de jornalismo norte-americana UBM. O IT Web traduziu e editou o conteúdo levemente. Leia o original aqui.

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