?A Citrix tem muito para crescer no Brasil?, afirmou Marcelo Landi

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9:00 am - 18 de março de 2014

O presidente da Citrix para o Brasil, Marcelo Landi, afirmou que o mercado brasileiro ainda é muito grande para a fabricante americana, e que em 2012 a empresa vai atrás de novos parceiros para expandir seus negócios para as regiões Norte, Nordeste e Sul, pois sua oferta ainda está muito atrelada ao eixo Rio-São Paulo. ?A Citrix tem muito para crescer no Brasil?, afirmou Landi.

?Não queremos o quantitativo, somos muito seletivos. Para ser nosso canal tem que se especializar primeiro, tirar as certificações e investir nas soluções?, explica. Hoje a Citrix conta com 62 canais e espera fechar 2012 com cerca de 80 a 90 parceiros, número crescente devido as aquisições deste ano. ?Em locais como Brasília ainda não temos a base de parceiros ideais?, contou Landi. O ideal para a fabricante é que o canal esteja previamente inserido no mercado de virtualização e computação na nuvem.

O território tupiniquim representa 65% do faturamento da Citrix na América Latina, e este ano o crescimento chegará perto dos 50% por aqui, com vendas 100% via canais e presença reforçada no cliente. ?Só trabalhamos no modelo indireto. A diferença é que temos atuação direta com o cliente?, explica, o que significa ?maior cuidado com o negócio final?.

O crescimento da empresa no País se deve, entre outros fatores, principalmente pela explosão da consumerização, ?o carro chefe da virtualização e computação na nuvem?, segundo Landi. O executivo conta que a adoção de cloud computing no Brasil está com a mesma taxa de crescimento que os Estados Unidos, e próxima à apresentada na Europa. ?Não estamos falando de valor de negócios, mas em porcentagem de crescimento de adoção da nuvem dentro das corporações. Neste ponto, o Brasil está bem acelerado?, afirmou.

Para aproveitar esse ritmo acelerado, Landi conta que vai capacitar mais parceiros em 2012, e sabe que os canais esperam uma definição do modelo de negócios com as aquisições que a fabricante fez neste ano. ?Eles esperam um direcionamento da oferta. Vamos fazer isso. As aquisições foram importantes e passaram o ano sendo moldadas para o próximo passo, e isso ocorrerá já em janeiro?, contou.

Entre as aquisições da Citrix neste ano, sete no total, Landi destaca a Kaviza (que resultou na solução VDI-in-a-box, focado em SMB), Sharefile, App-DNA e o Cloud.com, esse último, segundo Marcelo, ?vale a aquisição só pela força do nome?. As outras empresas adquiridas foram RingCube, Ems-Cortex e Netviewer.

Com as aquisições, a Citrix espera crescer de forma mais estruturada e com ofertas mais focadas. ?Cada nova solução agregada dá a possibilidade de atuar em novos mercados, desde as pequenas e médias empresas, como e o caso da Kaviza, quanto em grandes empresas, como a Cloud.com?, explica. ?Para cada dólar de virtualização que vendemos, o canal poderá ganhar 7 dólares com serviços?, estima Landi, que está convicto que virtualizar ?não é só para as grandes empresas?.

Os negócios da Citrix no Brasil estão principalmente em Telcos, Governo e Finanças, sendo que a primeira é ?disparadamente o maior nicho de adoção de virtualização no País? e os outros dois ainda contam com uma grande margem para crescimento.

O mercado de virtualização

Em uma pesquisa realizada pela Citrix, foi apontado que, até 2013, o mercado de virtualização vai movimentar 55 bilhões de dólares no mundo, ?o que mostra a margem a ser conquistada, uma vez que a Citrix é uma empresa de faturamento anual entre 2,1 bilhões de dólares a 2,2 bilhões de dólares?, afirma Landi.

?Hoje, quando virtualizamos máquinas nas empresas, apenas fazemos isso em 15% a 20% dos equipamentos. Vamos atrás dessa margem restante?, conta o executivo.

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