Agências governamentais dos EUA estão aquém em gestão de projetos de TI

O Departamento de Segurança Nacional (Department of Homeland Security; DHS), Saúde e Serviços Sociais (HHS) dos Estados Unidos estão fazendo um trabalho medíocre quanto a seguir as diretrizes do Escritório de Administração e Orçamento (Office of Management and Budget; OMB) em investimentos de TI, enquanto o Departamento de Defesa (Department of Defense; DoD), o Tesouro e Veteranos (Veterans Affairs; VA) ficaram aquém quando se trata de desenvolvimento de políticas e realização de análises sobre investimentos em TI, afirma um novo relatório divulgado pelo Escritório de Contabilidade do Governo norte-americano (Government Accountability Office; GAO).
O estudo ?Agências precisam fortalecer a supervisão de investimentos de bilhões de dólares em operações e manutenção? analisou essas cinco áreas do governo estadunidense, que juntos representam US$ 37 bilhões dos US$ 55 bilhões destinados pelo governo para aquisição e desenvolvimento de TI. O relatório aferiu se esses investimentos agregam valor para as agências e se existem formas mais ?custo-efetivas? para executar essas iniciativas de TI.
Em entrevista com a unidade de saúde da InformationWeek EUA, David Powner, diretor de questões de TI do GAO, explicou que sua agência resolveu avaliar essas cinco áreas do OMB em requisitos básicos de operações e manutenção de sistemas. Diretrizes da agência, por exemplo, pediam que as cinco áreas desenvolvessem uma política de análise operacional, e também que as agências federais realizassem, anualmente, análises que mostrassem se os investimentos dariam conta de atender as necessidades das áreas. A orientação também inclui 17 fatores-chave – custo, cronograma, satisfação do cliente e inovação – que deveriam ser abordados nestas análises.
?Pegamos amostras de 75 investimentos nestas cinco agências e dividimos nossos resultados em duas áreas?, conta Powner. ?O DHS e HHS contam com políticas que fazem as análises operacionais todos os anos?. Mas quando se trata do desempenho dessas avaliações, o executivo diz que os resultados são ?confusos… Nem todos os investimentos estavam contemplados nas analises?. O HHS, por exemplo, avaliou sete de seus oito investimentos em TI, mas nem todos os fatores-chave solicitados pela OMB foram considerados. ?O DHS e o HHS responderam de forma parcial ao que foi requisitado.?
Por outro lado, continuou Powner, o DoD, VA e o Tesouro não somente deixam de contar com as políticas desde 2011, como nenhum deles desempenhou as análises solicitadas pela OMB. O resultado para as cinco agências, diz o executivo, é que todas precisam, inicialmente, desenvolver políticas e, em seguida, conduzir análises regulares. ?Eles precisam assegurar o que estão fazendo de uma forma mais clara.?
Em termos de custo, aproximadamente US$ 3 bilhões do montante investido ficaram sem receber as avaliações corretas. ?A pergunta é: esse valor foi gasto de maneira inteligente ou há uma melhor maneira de direcionar o investimento??, questiona. ?São bilhões de dólares que ficaram sem ser avaliados; temos que assegurar que os sistemas estão entregando o valor e sendo usados da maneira mais apropriada.?
O GAO também fez algumas recomendações à OMB para ajudar ?na supervisão e transparência?, lembra Powner. ?Existe um dashboard de TI que fornece a transparência necessária dos investimentos do governo… Sugerimos que a OMB diga a suas agências que incluam um link de seus últimos investimentos operações de TI. Dessa forma, conseguirá saber se aqueles dólares estão sendo usados da maneira apropriada.?
