Skynet está longe de ser real, afirma professor da Universidade de Oxford

De tempos em tempos são publicados artigos sobre como os robôs podem ocupar posições de trabalho, deixando uma porção de pessoas desempregadas. Ou, pior, como eles podem tomar o controle de tudo o que conhecemos se a evolução da tecnologia de inteligência artificial for longe o bastante para permitir isso.
Mas não precisamos temer nada, de acordo com a coluna de Luciano Floridi, que falou sobre o assunto recentemente no Financial Times. Floridi é um professor de filosofia e ética da informação da Universidade de Oxford e nega a ideia de que computadores são uma ameaça para a humanidade – o que vai de encontro a que grandes nomes como Elon Musk, da Tesla, e o astrofísico Stephen Hawking já afirmaram diversas vezes.
Para o professor, máquinas “não possuem entendimento, consciência ou intuições” e, portanto, não possuem autonomia para fazer o que quisessem, no melhor estilo Skynet. Elas possuem, sim, “a inteligência de um rato”, afirmou Floridi, complementando que humanos é que seriam o grande problema da equação e não os computadores.
E aparentemente o CEO do Netflix, Reed Hastings, é um dos poucos que concorda com o professor e acredita que a inteligência artificial não será evoluída o suficiente para destruir a humanidade.
Além dos especialistas supracitados, há ainda outras figuras marcantes do mundo da ciência e da tecnologia que fizeram já declararam que certos aspectos da AI podem trazer consequências indesejadas no futuro. Jan Tallinn, cofundador do Skype e do Kazaa, por exemplo, se importa tanto com isso que cofundou o Centro para o Estudo de Risco Existencial na Universidade de Cambridge para estudar a fundo essas consequências.
“Por que você se importa?”, perguntou Andrew Keen, jornalista do The NextWeb, a ele. “Eu temo pelos meus filhos”, afirmou o executivo.
Mas se há tantos motivos contra, porque Fioridi insiste em não acreditar nessa possível realidade? Para ele, as máquinas não parecem passar no teste de Turing – ou quando uma máquina respondeu erroneamente a uma pergunta durante o Loebner Prize de 2014, o que comprovaria que eles não possuem inteligência suficiente.
Vale lembrar que Eric Schmidt já afirmou acreditar que esse mesmo teste estará ultrapassado em 2018. Vale ressaltar também que a máquina de Turing teve um acerto de 107 em 120 possibilidades.
O fato de que nada ainda aconteceu e de que máquinas ainda não nos escravizaram não significa que essa possibilidade seja inexistente. O que você acha?
