Prisão domiciliar “afrouxa” e Kim Dotcom pode usar a internet

Criador do Megaupload preso desde janeiro, Kim Dotcom recebeu, nesta semana, o direito de utilizar a internet. De acordo com a imprensa internacional, o executivo, atualmente em prisão domiciliar na Nova Zelândia, estava proibido de usar a web, mas seu comportamento “exemplar” levou a Justiça a afrouxar um pouco as regras de detenção.
Além de navegar pela internet, Dotcom pode nadar em sua piscina e gravar músicas em um estúdio duas vezes por semana. Ele é acusado pela polícia norte-americana de um esquema de pirataria, ao lado de três outros diretores, que teria causado um prejuízo de 175 milhões em direitos autorais desde que o site foi fundado, em 200. Em 2010, segundo a denúncia, Kim ganhou US$ 42 milhões, e Mathias Ortmann, um cidadão alemão que atuou como CTO do site, recebeu mais de US$ 9 milhões.
A decisão também libera um encontro por semana entre os executivos envolvidos no caso. Eles foram detidos em 20 de janeiro. Os dirigentes do site de compartilhamento de arquivos moravam na Nova Zelândia, o que rendeu um acordo entre esse governo com o dos Estados Unidos para viabilizar a operação.
A ação ocorreu na mesma semana em que a internet estava em polvorosa por conta dos projetos de lei norte-americanos Sopa e Pipa, que, partindo da premissa de proteger direitos autorais, determinavam regras quem segundo reclamações, cerceariam a liberdade na web.
Atualmente, Dotcom e os três executivos se encontram na Nova Zelândia em liberdade condicional e aguardam o julgamento, que deve ocorrer nos Estados Unidos em agosto.
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