Novo iPad: necessidade de armazenamento em nuvem pode aumentar até 10 vezes

O novo iPad foi anunciado na quarta-feira (07/03). Apesar das novas características estarem pareadas com as expectativas, o que é inesperado é o impacto que dispositivos como ele podem ter na demanda do armazenamento mundial em nuvem. Essencialmente, os fornecedores de infraestrutura verão a demanda de seu serviço no próximo ano crescer dez vezes mais. Cuidar dessa necessidade de forma rentável será crítica para essas empresas e será um precursor da tendência do projeto de armazenamento para os centros de dados.
Dispositivos como o novo aparelho da Apple, aumentaram a resolução de fotos e filmes que seus usuários produzem, o que aumenta a demanda de armazenamento. É possível também concluir que a maior qualidade do conteúdo significa que os usuários irão usar mais seus dispositivos para criar conteúdo com maiores resoluções.
O problema foi que o novo iPad não aumentou a capacidade de armazenamento dentro do hadware, elas continuam em 16GB, 32GB e 64GB. Isso significa que as pessoas terão que exportar o conteúdo mais rápido de dentro dos dispositivos para conseguirem mais espaço.
Para os provedores de armazenamento em nuvem isso significa um grande número de arquivos maiores chegando assim que são criados. Resumindo: mais dados em arquivos maiores sendo enviados em maiores velocidades. Os provedores terão que aumentar sua habilidade para receber dados e armazená-las em longo termo. Para resolver esse problema, é necessário que se use todas as ferramentas disponíveis.
O problema de recebimento terá que ser resolvido por meio de memória flash, que é uma velha amiga dos provedores de armazenamento em nuvem, mas com a grande frequência e velocidade com que esses dados serão transferidos, bem como o provável número de transferência simultânea, há de se duvidar que os sistemas com base em discos sejam capazes de se manter.
A segunda camada será baseada em disco. Vídeos e fotos serão reproduzidos logo após serem enviados. No entanto, esses dados armazenados não podem se beneficiar de deduplicação (eliminação de dados redundantes) e compressão. A maioria desses dados é inteiramente original e já compactada.
A camada final é onde as coisas ficam interessantes. A solução hoje é mais disco, mas temos que imaginar se os provedores podem manter todos esses dados no disco e continuarem com os valores atuais de preços. Seria interessante avaliar a gravação por fita. Isso significa retenção de dados que certamente ganharão um custo, especialmente em dados que não podem ser otimizados por meio de compressão ou deduplicação.
Os provedores de armazenamento em nuvem terão que focar em duas tecnologias que quase parecem em desacordo uma com a outra e que não foram considerados até agora: flash e gravação em fita. Isso não significa jogar fora o investimento em disco ? que será grande o suficiente por conta própria ? mas eles terão que ampliar os serviços com as outras duas.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
