Crowdsourcing:designers ganham a partir de R$ 199 por peças publicitárias

Ganhar dinheiro fácil é muito difícil, diz o sábio dito popular. Mas gerar uma receita, digamos, considerável com um trabalho que usa muito mais da criatividade do que do esforço braçal em si é possível com ajuda da internet. Foi com uma ideia na cabeça e cerca de R$ 40 mil de investimentos que um trio de jovens (bem jovens mesmo) cearenses criou a Logovia, empresa focada em crowdsourcing de peças publicitárias.
A companhia tem como exemplo a 99Designes, empresa norte-americana que atua nesse ramo há alguns anos. O conceito é o da terceirização (sourcing) de projetos para multidões (crowd). A plataforma brasileira une designers a pequenos e médios empresários, que podem pagar valores impensáveis para agências de publicidades – a partir de R$ 199 – por trabalhos de marketing.
Quem explicou o conceito de negócio ao IT Web foi Carmelo Queiroz, de 23 anos, que é sócio da empresa e diretor de relacionamento e expansão. “Trabalhamos com a criação colaborativa. Planejamos a plataforma em março e lançamentos em julho a versão beta. Ela entrou em funcionamento em setembro”, detalhou o executivo. O pagamento é feito via Pagseguro. A agência fica com 20% do valor pago pelo empresário. O designer não paga nada. Todo o contato e interação com os designers são feitos por mídias sociais como Facebook, Twitter e Orkut, além de e-mails.
Queiroz comentou que antes do lançamento do projeto foi feita uma pesquisa para determinar qual seria o valor mais baixo pelo qual os profissionais da área trabalhariam. O número do consenso foi de R$ 199. A partir deste valor, o pequeno ou médio empresário decide quanto ele quer pagar pelo serviço, lembrando que quanto maior a remuneração, mais pessoas vão participar e a qualidade dos trabalhos tende a aumentar.
A Logovia faz um briefing do trabalho: qual o conceito da marca, quais são as cores de preferência para a produção da peça, qual a preferência de estilo, etc. Este material descritivo chega às mãos dos designers, que produzem, cada um, seu material e o submetem à aprovação do empresário que contratou o serviço. O projeto escolhido é o que será remunerado. “O empresário, neste meio tempo, vai pontuando os trabalhos e pedindo para fazer alterações”, explicou.
Segundo Carmlo, há projetos com 225 artes enviadas e todos os concorrentes sabem quantos são seus competidores. “Temos um blog que passa tutorial, contato online. Nossa ambição é desenvolver projetos e cursos”, adicionou.
Controle de qualidade
Existe uma preocupação com respeito à qualidade dos materiais enviados, com um cuidado especial a possíveis plágios. Todos os materiais passam por uma avaliação da equipe interna, que busca imagens de referência no Google e em outros bancos da web para verificar a veracidade da autoria.
“Se acharmos algo similar, comunicamos e pedimos que o designer retire. Tivemos dois grandes problemas com isso. Mandamos um e-mail comunicando todos os desginers sobre o que aconteceu. Se há reincidência, a pessoa é expulsa da comunidade”, concluiu
A meta dos jovens é clara: ter duas fazendo solicitações de pedidos diariamente. “Queremos levar nossa ferramenta ao mercado.” E ganhar dinheiro com isso, claro.
