Borland lança plataforma que testa aplicações em dispositivos móveis

A Borland, empresa da Micro Focus, anunciou na última semana uma nova versão do SilkPerformer, sua plataforma de teste de aplicações. Além de simular o desempenho de softwares em diferentes tipos de velocidade de conexão e padrão de rede, com a internet e de browsers utilizados, o produto tem, como novidade, a capacidade de avaliar a performance em diferentes tipos de dispositivos móveis, como tablets e smartphones.
O produto testa versões tanto em Flash quanto em HTML5. “Essa nova versão permite estabelecer múltiplos cenários: simula o comportamento por acesso em um computador, em um tablet, dos mais diversos sistemas operacionais de smartphone, como Apple e Android”, disse Marco Leone, country manager da Micro Focus/Borland.
Segundo o executivo, a estratégia de atualizar o SilkPerformer para dispositivos móveis vem de uma demanda do mercado. Citando pesquisa da consultoria Forrester, ele informou que mais de 50% das corporações estão interessadas em usar aplicações móveis ou otimizar sites para smartphones e tablets.
“Um dos focos é e-commerce. Neste caso, podemos pegar como exemplo a venda de ingressos para um show que vai lotar um estádio por dois dias. Neste caso, simulamos se a aplicação vai conseguir girar em um intenso tráfego, de, por exemplo, 30 mil pessoas acessando o ambiente ao mesmo tempo”, explicou. Ele testa o desempenho em redes GPRS, EDGE, UMTS, HSDPA, HSPA+ and LTE. Além disso, por meio de um simulador, a solução emula o tráfego de diferentes partes do mundo.
Os produtos são vendidos de duas maneiras, sendo licença por usuário e software como serviço (Saas). Neste último caso, chamado de Cloud Burst, por ter como base tecnologia de cloud computing, é fornecida a infraestrutura, sem a necessidade de investimento em servidores, por exemplo. Segundo Leone, as ofertas de computação em nuvem representam 20% da receita total. “Entendemos que esse modelo de nuvem esta se consolidando cada vez mais e o viés de crescimento é pela facilidade”, disse.
“Um dos focos é e-commerce. Neste caso, podemos pegar como exemplo a venda de ingressos para um show que vai lotar um estádio por dois dias. Neste caso, simulamos se a aplicação vai conseguir girar em um intenso tráfego, de, por exemplo, 30 mil pessoas acessando o ambiente ao mesmo tempo”, explicou.
