5 razões para ter uma loja corporativa de aplicativos

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9:23 am - 26 de julho de 2012

Empresas estão percebendo que o gerenciamento de aplicativos pode se tornar tão importante quanto gerenciamento de dispositivos, conforme lançam iniciativas móveis e BYOD. Como as atuais lojas de aplicativos focadas em usuários não oferecem o tipo de controle de implantação exigido pelas empresas, especialistas acreditam que essas organizações irão, cada vez mais, optar por lojas corporativas ou catálogos corporativos de aplicativos como forma de melhorar a distribuição tanto de aplicativos corporativos customizados quanto de aplicativos de consumidor sancionados.

?Da mesma forma que os usuários querem BYOD conectado à empresa, eles querem uma experiência mais fácil com os aplicativos corporativos?, disse Brian Reed, diretor de marketing e produtos da BoxTone. Ele disse ainda que acredita que as lojas se tornarão uma função central dentro das empresas até 2014.

Uma recente pesquisa, conduzida pela Partnerpedia, vendedora de loja de aplicativo, descobriu que, atualmente, cerca de 70% das 113 empresas entrevistadas consideram a Apple App Store principal fonte para compra de aplicativos; quase 40% mencionaram o Google Play. Mas, líderes de tecnologia e linha de negócio não estão muito felizes com a situação, e disseram que não gostam de comprar aplicativos nessas lojas focadas em consumidor, por diversas razões.

A principal razão é falta de foco corporativo, uma preocupação mencionada por quase 58% dos entrevistados. Aproximadamente 43% das empresas relataram que a inabilidade de controlar as licenças dos aplicativos é um problema, e 43% disseram que questões de segurança preocupam nas lojas de aplicativos de consumidor.

Se as empresas quiserem continuar aproveitando os benefícios da consumerização da TI e BYOD, elas terão de encontrar uma forma de lidar com esses problemas, disse John Juris, diretor de gerenciamento de produtos da Flexera Software.

?Funcionários querem acesso de qualquer lugar, em qualquer momento e a qualquer custo aos aplicativos que utilizam para trabalhar?, disse Juris. ?Eles não pensam em termos de mobilidade, local, nuvem, baseado em browser etc. Eles só querem seus dados e aplicativos nos dispositivos que estiverem usando?.

Enquanto a Apple e o Google treinaram usuários a sempre esperar encontrar aplicativos em um tipo de armazenamento central, esse tipo específico de mecanismo não tem os mesmos tipos de controle para satisfazer as necessidades corporativas. É ai que entra a loja corporativa de aplicativos.

No início do ano, analistas da Gartner classificaram ?lojas de aplicativos e mercados? em quinto lugar em uma lista de 10 estratégias para empresas em 2012. Enquanto apenas alguns poucos early-adopters de fato implantaram uma loja corporativa de aplicativos, os analistas da Gartner e 451 Research, entre outros especialistas, acreditam que veremos um aumento no número dessas plataformas nos próximos anos. Aqui estão as cinco principais forças por trás da adoção da loja corporativa de aplicativos.

1. Distribuição e suporte à implantação
Uma loja corporativa de aplicativos é um dos primeiros passos que as empresas estão dando para ter melhor controle operacional sobre quais aplicativos estão rodando dentro da organização.

?O principal objetivo é oferecer um ambiente de distribuição controlada, tanto de aplicativos internos quanto externos?, disse Vishal Jain, analista de serviços móveis da 451 Research. ?Um dos benefícios é que a loja de aplicativos permite que a TI configure e customize acesso e visualização de aplicativos com base em cargos, hierarquia, grupos e departamentos?.

De acordo com Erik Johnson, estrategista móvel da Lextech Global Services, as lojas corporativas de aplicativos amenizam o processo de provisionamento de aplicativos, dando às organizações o poder de comprar aplicativos comerciais e de consumidor em lote, enquanto controlam o caos dos requisitos de acordos de licença.

?Isso deve reduzir custos administrativos derivados do gerenciamento de possíveis centenas de relatórios de despesas pequenas e individuais de funcionários que compram aplicativos sozinhos em um programa BYOD?, disse ele.

Além disso, uma loja de aplicativos pode ajudar a automatizar gerenciamento de mudanças e retirada, duas questões que muitas organizações se esquecem, disse Reed, da BoxTone.

?Imagine ter 200 dispositivos e um aplicativo. Isso é fácil de gerenciar. Mas se você tiver 10 mil funcionários e cinco aplicativos corporativos, e todos eles tiverem um tablet ou smartphone, de repente você terá 100 mil nódulos para gerenciar (10.000 x 5 x 2)?, completou Reed. ?Com funcionários indo e vindo e atualizações periódicas dos aplicativos, você fracassará se não tiver automação local?.

2. Reforço de políticas
?Usando a loja de aplicativos, junto com compliance e políticas de quarentena para os apps que não são permitidos em seu ambiente, você poderá moldar como seus funcionários usam dispositivos pessoais em seu ambiente?, disse Howard Creed, consultor de soluções da MCPc Inc.

Embora esta não seja a única forma de garantir segurança móvel, é uma peça fundamental para garantir que se tenha a proteção adequada em vigor, de acordo com Dan Croft, CEO da Mission Critical Wireless.

?Uma loja corporativa de aplicativos é uma peça fundamental no quebra-cabeça da mobilidade, porque é a solução mais eficiente para gerenciar e superar possíveis ameaças à segurança, que aplicativos não regulamentados ou perigosos apresentam à rede?, completou.

3. Aperfeiçoamento de aplicativos e desenvolvimento de um conjunto de ferramentas
As lojas corporativas de aplicativos podem ir muito longe com o encorajamento de descoberta de aplicativos de terceiros e com o desenvolvimento de melhores aplicativos produzidos internamente, disse Chris O?Connor, CEO da Taptera. Se a organização encorajar avaliações e críticas sobre os aplicativos, na loja, irá ajudar a área de TI a oferecer um conjunto significativo de aplicativos de negócio para gerar inovação por meio da base de usuários.

?No futuro, os tomadores de decisão de TI in-house irão montar as ?suítes dos sonhos? com aplicativos para dispositivos móveis, tanto telefones quando tablets, para equipes de vendas e outros funcionários?, disse Croft. ?Ao recomendar os melhores aplicativos, que solucionam pontos problemáticos específicos, os funcionários colaboram de forma mais fácil dentro do próprio aplicativo móvel e beneficiam o resultado final?.

4. Branding e satisfação do usuário
Segundo Creed, a loja corporativa de aplicativos é o ?rosto? da empresa em dispositivos móveis e oferece muitas oportunidades de branding e definição de serviços para dispositivos em BYOD.

?Por meio dessa loja você poderá mostrar seus aplicativos desenvolvidos internamente e os aplicativos cujo acesso aos dados corporativos foi vetado?, disse ele.

Enquanto controles administrativos são um dos objetivos, a TI pode transformar a loja em uma forma de melhorar a satisfação do usuário, oferecendo a chamada ?suíte dos sonhos? sem qualquer esforço extra. Ela pode ser transformada em uma incrível plataforma para um pouco de marketing interno de TI.

5. Gerenciamento de licenças
Melhorar a posição das licenças de aplicativos da empresa é um dos principais direcionadores para a criação de uma loja corporativa de aplicativos, de acordo com Juris.

?A loja corporativa deve oferecer proteção contra acesso e download de aplicativos que estejam indisponíveis devido a restrições de licença ou de direitos?, disse ele. ?Com a habilidade da loja interna de alterar o processo de aprovação, com base nas constantes mudanças de uso dos aplicativos, nos requerimentos de licenças e nos direitos de uso, as empresas podem se adaptar rapidamente às limitações de disponibilidade de licenças e prevenir o uso não complacente, que poderia submetê-las a auditorias de licença de software?.

Apesar desses direcionadores, o desenvolvimento de uma loja corporativa de aplicativos não é necessariamente um processo simples. ?Diversas empresas também questionam a necessidade de ter uma loja de aplicativos. Isso acontece porque diferentes empresas descobriram que podem gerenciar aplicativos sem a necessidade de um catálogo de aplicativos?, disse Jain, da 451 Research. ?A direção em que estão seguindo é a de gerenciamento de aplicativos, em que o catálogo é apenas um componente?.

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