2013 será um ano de reconstrução, projeta CEO da HP

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9:00 am - 18 de março de 2014

Uma grande tela ao fundo do palco exibe uma seta ascendente azul cortada por quatro pontos. Cada um desses pontos representa um ano e cada ano é um marco na jornada de transformação. ?Os últimos tempos não têm sido fáceis. Foram marcados por muitas mudanças e desafios. Mas juntos estamos fazendo progresso. A transformação não ocorre do dia pra noite, contudo precisa ser e será feita?. As palavras de Meg Withman resumem um pouco de como tem sido seu tempo à frente da HP.

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Os esforços até agora se concentraram em mapear deficiências e olhar de forma realista para a forma como os negócios vêm andando. A partir disso, elaborar um diagnóstico para começar a estabelecer fundamentos para um processo de mudança. Isso, na visão da executiva, está em ordem. Chega o momento de olhar para frente e o roadmap mostra um 2013 como o ano de ?consertar e reconstruir?; 2014 como o período de ?recuperar e expandir? e 2015 partir para um processo de ?aceleração e inovação?.

?Estamos fazendo mudanças positivas que começam a dar resultados?, pontua Meg, para adicionar: ?A primeira boa notícia é começamos o ano forte sob aspecto financeiro?. Ela atribui grande parte disso a sinergias geradas a partir da fusão de áreas, simplificação na forma de ida ao mercado e um processo de ?descomplicação? na relação da companhia com seus parceiros. ?A ideia é reverter a visão de empresa complexa e difícil de fazer negócio?, comenta.

A CEO da HP ressalta que o ano passado marca uma retomada de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Meg resume uma visão que toca três pontos: simplificação, lucratividade e inovação. Há esforços ainda em otimização operacional interna, centralização de algumas atividades e adoção de ferramentas internas para melhorar a produtividade com adoção de sistemas de CRM como o Salesforce.com.

A executiva aproveitou seu discurso durante o Global Partner Conference para salientar o comprometimento da companhia junto ao ecossistema de parceiros. ?Uma das primeiras coisas que aprendi na HP foi a importância do canal?, sinaliza Meg sobre o universo de aliados, responsáveis por gerar 67% dos negócios e movimentar 45 bilhões de dólares.

Ao final, dedicou cerca de meia hora para responder questionamentos dos parceiros quanto a estratégia e futuro da companhia. Nesse aspecto, um dos pontos altos foi um questionamento sobre os movimentos recentes da Dell. ?É uma oportunidade coletiva para nós?, pontua. Segundo a CEO, momentos de instabilidade não são bons para empresas que atuam na indústria de TI por criarem um cenário confuso aos parceiros e clientes. Meg fala com conhecimento de causa dessa questão, uma vez que a HP luta para sair de uma fase como essa.

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