Mark Zuckerberg, fundador e presidente do Facebook, foi intimado a depor em um tribunal de Dallas, nos EUA, na última terça-feira (17/01), sobre uma suposta violação de propriedade intelectual da empresa ZeniMax para o desenvolvimento do Rift, da Oculus, dispositivo de realidade virtual da companhia que foi comprada pela rede social.
Zuckerberg rebateu as acusações e garantiu que a tecnologia de realidade virtual não é roubada.
A empresa ZeniMax alega que o Facebook comprou a Oculus com “plena consciência” de que parte da propriedade intelectual (toda a parte de software e hardware de realidade virtual) foi roubada da companhia por John Carmack, funcionário que deixou a empresa para trabalhar na Oculus em 2013.
Carmack começou a se comunicar com o fundador da Oculus, Palmer Luckey, em 2012, quando Luckey começava a trabalhar no dispositivo de realidade virtual Rift. No processo, a ZeniMax chamou o fone de ouvido de Luckey de “um protótipo bruto sem suporte para a cabeça, software de realidade virtual específico, sensores de movimento integrados e outros recursos críticos”.
Em um tribunal lotado, Zuckerberg disse que os produtos Oculus são baseados em tecnologia da própria Oculus. Ao ser questionado pelo advogado da ZeniMax, Tony Sammi, o bilionário de 32 anos aproveitou para destacar os investimentos do Facebook em realidade virtual: além da compra por US$ 2 bilhões, foram investidos também US$ 700 milhões para manter funcionários e US$ 300 milhões para pagamentos de bônus por cumprimento de metas.
“É muito comum quando você anuncia um grande acordo que pessoas simplesmente apareçam afirmando que detêm parte do negócio”, completou Zuckerberg.
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