O YouTube teve de lidar com um “volume sem precedentes” de vídeos nos dias depois do massacre contra mesquitas na Nova Zelândia, que deixou 50 mortos e 50 feridos até o momento. As informações são do The Washington Post.
Em entrevista ao jornal, o diretor de produtos do site de vídeos, Neal Mohan, disse que “sempre que uma tragédia como essa acontece, aprendemos algo novo, e neste caso foi o volume de vídeos sem precedentes”.
De acordo com o executivo, o ataque, que foi parcialmente transmitido em tempo real por um dos atiradores pelo Facebook, foi “quase realizado com o objetivo de se tornar viral”.
O Facebook afirmou no final de semana que removeu 1,5 milhão de vídeos relacionados ao massacre nas primeiras 24 horas após o ocorrido – sendo que 1,2 milhão desses vídeos foram bloqueados pela rede durante o upload.
Para o diretor do YouTube, o ataque também mostrou que ainda há muito trabalho a ser feito no sentido de impedir a proliferação desse tipo de conteúdo.
“Fizemos progresso, mas isso não significa que não temos muito trabalho pela frente, e esse incidente mostrou que, especialmente no caso de vídeos mais virais como esse, há mais trabalho a ser feito”, afirmou Mohan ao WP.
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