Windows 8 vem aí III: ligando e desligando mais depressa

Fazendo “logoff” e hibernando ao mesmo tempo
Windows é um sistema multiusuário. Esta frase talvez não queira dizer nada à maioria de vocês. Afinal, sistemas multiusuários estão aí “desde que o mundo é mundo”. E quem sabe tenham razão. Mas quer dizer muito para meia dúzia de dinossauros como este que vos escreve, que começaram a usar computadores pessoais antes que o mundo fosse mundo, quando imperava o domínio do DOS, um sistema monotarefa e monousuário, quando a máquina era simplesmente a máquina e tratava como se fosse a mesma pessoa quem quer que a ligasse. Hoje, diversos usuários podem compartilhar a mesma máquina, nela gravando seus arquivos pessoais e mantendo suas identidades separadas, fazendo com que seus arquivos possam ou não estar ao alcance dos demais.
É para suportar isso que o sistema deve ser multiusuário. E, naturalmente, precisa “saber com quem está falando”, ou seja, que usuário está, naquele momento, usando a máquina.
É por isso que, se você compartilha sua máquina com alguém (eu compartilho as minhas com meu neto mais velho, um jovem cavalheiro de nove anos e calejado usuário de computadores), imediatamente depois da inicialização precisa se registrar no sistema, ou seja, informar, eventualmente (mas não obrigatoriamente) com a utilização de uma senha, qual dos usuários, dentre os que têm permissão para tal, pretende usar a máquina naquele momento. Em inglês esta ação é conhecida por “log on” (ou “logon“). E se, enquanto a máquina está em uso nas mãos de um dado usuário, algum outro precisar usá-la, antes que este novo usuário faça seu “logon” o anterior deve avisar que está tirando seu time de campo, inda que temporariamente, ou seja, precisa de se “desregistrar” do sistema. Este segundo procedimento, em inglês, denomina-se “log off” (ou “logoff“).
Ocorre que os procedimentos acima ? logon e logoff ? implicam muito mais complexidade do que aparentam. Porque a máquina não se limita a dar acesso a um e privar o outro deste acesso. Ao contrário: “por debaixo dos panos” acontece muito mais que isso. O ambiente de trabalho do usuário que faz logoff precisa ser armazenado na memória para ser recomposto quando ele voltar a assumir, os arquivos em que ele estava trabalhando precisam ser marcados para que possam ser reconstituídos e são executadas mais umas tantas tarefas das quais nos sequer nos damos conta. Tarefas que serão executadas de forma reversa quando outro ? ou o mesmo ? usuário faz logon: seu ambiente de trabalho deve ser recuperado e aberto para seu uso e gáudio, arquivos reabertos e coisa e tal. Mas ninguém tem que se preocupar com isto. Só o sistema operacional, naturalmente.
Outra coisa que mal percebemos é que, ao comandar o desligamento da máquina, mesmo sem explicitá-lo, estamos comandando igualmente uma operação de logoff. Um pouco diferente daquela que se comanda na ocasião de uma simples troca de usuário, quando se pretende retomar o trabalho adiante com um novo logon porque, digamos, é mais definitiva, mais radical. Mas não deixa de ser um logoff.
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Agora, diga-me lá: qual das duas operações de logoff você executa com maior frequência, a que antecede a simples troca de usuário ou a que precede o desligamento da máquina? Se sua resposta coincidiu com a primeira opção, você certamente é a exceção que confirma a regra. Porque, na imensa maioria dos casos, as operações de logoff precedem o desligamento. E mais: da próxima vez que aquela mesma máquina for ligada, muito provavelmente o será pelo mesmo usuário. Que, além de esperar que a inicialização seja feita, terá que fazer novo logon, aguardar que seu ambiente de trabalho seja reconstituído, recarregar os programas que estava usando (a grande maioria deles, os mesmos da sessão de trabalho anterior) para somente então por mãos à obra.
