Os alvos de Windows 8
O que nos leva à figura 2. Para que tipo de máquina Windows 8 está sendo concebido? Bem, um dos slides que eu não inclui aqui por achar desnecessário mas que vocês podem consultar diretamente no artigo de Chapman menciona a “explosão de fatores de forma” que atualmente domina o mercado, reitera a ubiquidade da conectividade, afirma que os mundos pessoal e empresarial se fundirão (ao menos no que toca ao uso de computadores) mas lembra que a experiência do usuário é essencialmente pessoal, embora em um ecossistema diversificado e vibrante. Portanto a MS está consciente que seu SO deverá rodar igualmente bem seja em poderosas máquinas empresariais, seja em pequenos “telefones espertos” ou coisas que o valham. Não obstante, como mostram os dois slides da Figura 2, ela enfatiza apenas três fatores de forma, em inglês: “Slate“, “Laptop” e “All-in-One“. O que são eles?
Os “All-in-One“, ou “tudo em um”, também conhecidos por AIO, foram a sensação da Computex 2009 realizada ano passado em Taiwan. São aquilo que se pode considerar os sucessores dos computadores domésticos, máquinas poderosas com imensa capacidade para processar gráficos e arquivos multimídia, telas amplas e, na maioria dos casos, sensíveis ao toque. Os AIO representam a fusão dos computadores pessoais com as televisões e equipamentos de som e vídeo. Hoje, pouco se fala neles (na Computex 2010, realizada mês passado, ainda havia alguns, mas sem sombra do destaque que tiveram na edição anterior) mas, a julgar pelos planos da MS para o Windows 8, é bom estar preparado porque ao que tudo indica eles invadirão nossos lares.
“Laptops“, sabemos todos, é o nome genérico que se dá aos computadores portáteis. Englobam desde os pequenos “netbooks” e os um pouco maiores (algumas vezes, muito maiores) “notebooks“. A capacidade de processamento varia bastante entre os diversos exemplares, assim como os recursos disponíveis. Mas duas coisas todos (ao menos, todos os modernos) têm em comum: mobilidade e altíssimo grau de conectividade.
Até aí, pouca novidade. Afinal quem não sabe que o mercado de informática pessoal caminha rumo ao entretenimento, portabilidade e comunicabilidade já há algum tempo. Mas e o “slate“? De que se trata?
“Slate“, em inglês, significa “lousa”. E mantém quase todas as acepções do termo em português, inclusive “lâmina de pedra” e “quadro de ardósia com moldura de madeira que se usa nas escolas, quadro negro” (estas são adaptações de significados colhidos no dicionário Houaiss). No que toca aos computadores, o termo designa estes pequenos computadores portáteis sem teclado mas com tela sensível ao toque, que abrange desde os micros tipo tablete (“tablet“) até os leitores de livros eletrônicos (“e-book readers“), a sensação da edição deste ano da Computex.
Repare no slide da direita da Figura 2. Veja, no lado esquerdo dele, um modelo genérico de computador com fator de forma “slate” e repare, abaixo dele, quais são os planos da MS que envolvem Windows 8 e este formato: otimização para acesso à Internet e “consumo de mídia”, jogos casuais, leitura e administração de correio eletrônico e “comunicação em rajada” (“burst communication“, a que envolve mensagens instantâneas tipo SMS e redes sociais). Nada de muito surpreendente. Mas o fato da MS dar tanto destaque ao formato certamente significa que a empresa pretende investir pesado em características do SO desenvolvidas com ele em mente (e quem sabe desta vez o One Note decole…)
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