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Windows 8 File History não tem foco corporativo, mas pode ser útil em Byod

O Windows 8 File History, da Microsoft, foi projetado para superar a relutância dos usuários em fazer backups de seus dados ao promover, periodicamente, a verificação de mudanças em arquivos armazenados em pastas de bibliotecas, desktops, favoritos e contatos. Depois, copia os arquivos alterados para um disco rígido externo, seja local ou na rede, ou para o serviço de armazenamento na nuvem da empresa, o SkyDrive.

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Em uma postagem de blog explicando a nova abordagem, Bohdan Raciborski, gerente de programa para o Windows, afirmou que os dados da empresa mostram que menos de 5% dos consumidores de PCs usando a utilidade Windows Backup, e a companhia espera que a adoção entre os usuários do Windows 8 seja maior.

Apesar de ser improvável que equipes de TI favoreçam o File History em detrimento de produtos de backup como os da CommVault ou Symantec, não fica tão claro que a área de tecnologia da informação desabilitará o recurso dos dispositivos Windows 8.

Raciborski admite que o File History pode não estar em conformidade com as políticas de segurança, acesso e retenção coorporativa e por isso foi incluída uma configuração que permite aos administradores desabilitarem o recurso. Ainda assim, para empresas que lutam com a proteção de dados da política “bring-your-own-device” ( Byod, ou traga seu próprio dispositivo), a utilidade vale uma avaliação.

Isso é interessante já que, pelo jeito, os dispositivos Windows 8 serão de propriedade dos funcionários. Uma pesquisa realizada pelo Information Week EUA com 859 profissionais de tecnologia em empresas com 500 ou mais funcionários, mostrou que apenas metade planeja fazer a atualização. No cenário, 64% possuem Windows 7 enquanto 20% ainda têm o XP. A Microsoft já estendeu a vida do Windows XP algumas vezes, mais recentemente o levando até 8 de abril de 2014.

“Há tantos aplicativos legados que não rodam em nada, a não ser no Windows XP. Ainda teremos XP por mais 15 anos, porque as empresas o veem como um sistema operacional estável”, afirmou Joshua Marpet, fundador e consultor na empresa de pesquisa DataDevastation.

Para haver motivação de reescrever esses aplicativos, de forma que funcionem no Windows 8, seria necessária uma boa razão para eles não continuarem no Windows XP. Segundo Marpet, não há. No momento, o XP é tão estável quanto o Windows 7. Por hora, o suporte de toque não é um ponto de vendas para as empresas.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

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