Ele afirma que dos 19 milhões de usuários de celulares no Brasil, cerca de 60% são do sistema pré-pago. “Essas pessoas são sensíveis a preços altos e o acesso à Internet ainda é algo caro devido a infra-estrutura”, explica Neves.
O executivo afirma que os problemas inicias para as operadoras são a necessidade do aumento de suas redes, instalação de equipamentos novos, criação de parcerias ou de portais de conteúdo, escolha da tecnologia mais adeqüada, tudo rapidamente para não perder dinheiro.
Neves afirma que o Brasil tem uma estrutura deficitária e as operadoras ainda são muito recentes. “Por enquanto investimos muito e ganhamos pouco. Acredito que tecnologias como o SMS deveriam permanecer por mais tempo para garantir retorno do investimento que fizemos”, completa afirmando que as tecnologias WAP e SMS chegaram no Brasil ao mesmo tempo e estão exigindo muitas ações de marketing e infra-estrutura.
Ele afirma que, segundo o instituto allNetdevices,o serviços de e-mails e mensagens são e permanecerão os mais utilizados até 2005, o que poderia ser atendido pelo SMS.
Neves também apresenta as dificuldades da Americel. “Nossa região tem um potencial de consumo extremamente baixo, 43,7% são da classe D, segundo a ANEP. Além disso, estaos em uma região demograficamente pouco populosa e com uma área muito grande”, referindo aos estados de Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins.
Em contrapartida, Neves tem certeza que a Americel não deve ficar de fora da corrida por acesso à Web pelo celular porque é mais um serviço para os clientes, o que garante um churn menor, aumenta a área de atuação da operadora entrando na Internet e pode aumentar a receita a longo prazo. Ele cita o exemplo da operadora japonesa NTT Do Co Mo que, com o serviço i-mode, em um ano aumentou 9% de sua base de clientes, cresceu 25% da receita e 25% do valor da companhia.
Para oferecer os serviços, a operadora está aguardando os fabricantes de celulares TDMA, entregarem os aparelhos.
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