Todos concordam que TI precisa ser como energia elétrica, fornecimento de água ou telefone. Tem que estar disponível, plug and play, e não importa o que aconteça. E muitos CIOs há tempos trabalham para chegar a esse estágio. Mas alguns especialistas preveem mudanças no cenário e, se tudo se concretizar, essa função de prover o essencial ficará, de vez, com um parceiro. E, novamente, a analogia é com o setor elétrico. Num passado não tão distante, muitas companhias geravam sua própria energia, até que foram convencidas de que compensava mais deixar na mão de um prestador. Para o vice-presidente da Amazon Web Services, Andy Jassy, o mesmo acontecerá com tecnologia.
Ao participar do SAP TechEd 2012, em Las Vegas (EUA), o executivo afirmou que ?se compararmos onde estamos hoje com o passado, quando as empresas ainda produziam energia, vivemos uma mudança muito similar em tecnologia. As empresas estão deixando de ter um data center próprio para usar como serviço?. E é verdade que já existem muitos casos assim. Há, inclusive, empresas que surgem por conta da possibilidade de usar uma infraestrutura e pagar apenas pelo que está sendo usado e escalar a capacidade na medida em que o negócio cresce.
Entretanto, a estrada para que o uso de TI se converta em algo como o que é hoje com energia ou telefonia deve ser longa. Ou você consegue imaginar um banco no médio prazo abrindo mão de sua infraestrutura própria para usar a de um provedor como Amazon, Google, Microsoft, entre outros? Contudo, é preciso reconhecer que, neste momento, o modelo de computação em nuvem já faz sentido para diversas empresas e para alguns tipos de implantações.
Jassy esteve no evento da SAP para consolidar uma parceria para levar o Hana para a nuvem da Amazon. A oferta consiste em usar os benefícios da computação em memória dentro do ambiente AWS e pagando por serviço, sem depender de grandes projetos ou da necessidade de lançar mão de um grande investimento. O VP aproveitou o momento não apenas para tecer o que entende por futuro da tecnologia e falar da nova oferta como, também, para provocar a concorrência.
A provocação veio de forma interessante. Primeiro o executivo listou as diversas funcionalidades presentes na plataforma cloud da AWS, mencionou clientes importantes que rodam sua infraestrutura ou algumas soluções por lá como o DropBox, Instagram, Shell, Adobe e Nasdaq e ressaltou que em parte da área de armazenamento da companhia está um trilhão de objetos. ?É uma escala muito grande?, frisou o executivo. E aí, veio a chamada à concorrência: ?Muitas empresas usam a palavra nuvem e dizem que oferecem, mas não é assim. Nós oferecemos a possibilidade real de se livrar de um custo capital e pagar apenas pelo que está utilizando. (O cliente) não precisa adivinhar a capacidade necessária, se houver essa necessidade, escalamos e tiramos de forma instantânea se não precisar mais?, provocou.
Jassy encerrou sua provocação dando o exemplo de um banco espanhol que usa a nuvem da AWS para simulação de crédito. A citação não foi em vão. Trata-se de um tipo de solução sazonal e que, ao mesmo tempo em que pode precisar dobrar a capacidade em um dia, na outra semana pode necessitar de quase nada. ?Já vimos situações em que em 20 minutos todo o cenário de uso do banco mudou.?
*O jornalista viajou a Las Vegas a convite da SAP
SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…
por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…
A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…