Você sabe como inteligência artificial pode impactar seus negócios?

Em breve, bastará conversar com o celular ou com o computador para ver o saldo da conta, pedir um empréstimo, fazer uma operação de câmbio ou negociar uma dívida. A inteligência artificial já está começando a ser usada pelas instituições financeiras no Brasil.

Está em implantação em um dos maiores bancos do país, inicialmente para clientes de maior poder aquisitivo, um recurso no aplicativo da instituição no smartphone, onde os correntistas terão acesso a um assistente que permitirá a realização de transações pelo celular por voz, sem risco de fraude porque a biometria da voz do cliente estará gravada.

Isso será feito por meio da computação cognitiva, uma tecnologia que se baseia na capacidade dos computadores cruzarem grandes volumes de dados para gerar análises e respostas por conta própria. A voz do usuário é memorizada pelo sistema para decodificar padrões, descobrir hábitos e interpretar comandos. A revolução está só começando.

A inteligência artificial exige novas habilidades e uma nova maneira de pensar sobre os problemas e desafios. Na opinião dos analistas do Gartner, os CIOs devem garantir que a TI seja proprietária da estratégia e da governança das soluções de inteligência artificial.

Embora os pilotos com AI possam começar com um investimento bastante pequeno, para a implantação da produção completa, a maior área de investimento é a construção e a retenção do talento necessário.

Essas habilidades incluem conhecimento técnico em tecnologias de AI específicas, ciência de dados, manutenção de informações de qualidade, conhecimento e domínio de problemas e habilidades para monitorar, manter e governar o ambiente.

Todo esse movimento é necessário porque a inteligência artificial já está presente em nosso dia a dia: nos aplicativos mais comentados, incluindo RoboAdvisors e RoboTraders no setor financeiro, chatbots e Assistentes Pessoais de compras no varejo, diagnósticos médicos, monitoramento remoto de pacientes e tutores de AI para educação personalizada.

A inteligência artificial não oferece apenas o potencial para melhorar radicalmente as atividades de negócio existentes, como também cria o potencial para estratégias de negócios orientadas a dados.

Na visão do Gartner, a velocidade com que AI está evoluindo continuará a apresentar desafios e preocupações para as empresas, mas os benefícios compensatórios vão obrigá-las a implantar soluções que incorporem essa tecnologia no dia a dia.

De acordo com o instituto de pesquisa, esse é o momento de os gestores definirem estratégias de AI e avaliarem o impacto nos modelos de negócios e na experiência dos clientes. Porém, não é suficiente olhar para Inteligência Artificial como um subproduto de outro trabalho estratégico.

Confira as seis dicas do Gartner para que os executivos façam a adoção correta dessa poderosa ferramenta:

  1. Prepare-se – A maioria das organizações não está bem estruturada para implementar AI. Isso ocorre porque não possuem habilidades internas em Ciência de Dados e planejam confiar plenamente em provedores externos para preencher a lacuna. Cerca de 53% das organizações classificaram suas capacidades de explorar dados como “limitadas” ;
  2. Gere valor para os negócios – Comece avaliando a relevância da inteligência artificial para os mais importantes resultados de seu negócio, criando novas capacidades orientadas por dados, assim como uma nova visão em relação aos desafios operacionais e de TI específicos. Muitas organizações se tornam fãs das capacidades de AI, mas no processo elas falham em determinar os fatores estratégicos que podem gerar real valor;
  3. Explore o potencial revolucionário na experiência do cliente – A inteligência artificial apresenta oportunidades únicas para ganhar insights e criar personalização. Até 2020, 25% dos serviços aos clientes e operações de apoio integrarão assistentes virtuais com tecnologia inteligente em todos os canais de engajamento;
  4. Aborde impactos organizacionais, de governança e tecnológicos – Tenha como foco desenvolver uma cultura orientada por dados, habilidades em ciência de dados e a capacidade para “Falar Dados” de uma perspectiva de negócios;
  5. Concentre-se em ampliar a capacidade das pessoas, não em substituí-las – Os grandes avanços tecnológicos são frequentemente associados à redução de pessoal. Os benefícios mais transformadores da AI, no curto prazo, resultarão da sua utilização para permitir que funcionários possam se dedicar a atividades de maior valor;
  6. Escolha soluções transparentes – Projetos de AI geralmente envolvem software ou sistemas de provedores de serviços externos. É importante que algumas informações sobre como as decisões serão alcançadas estejam integradas no contrato de serviço. Um sistema de IA que produza a resposta certa não deve ser a única preocupação, os executivos precisam entender porque é efetivo oferecer uma visão de seu raciocínio ao time.

*Odilon Costa é CEO & presidente da Tree Solution

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