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Virtualização e múltiplos núcleos: como licenciar? – Parte III

Série de reportagens investiga como os principais players estão lidando com o licenciamento de software frente aos processadores de múltiplos núcleos e a virtualização.

Com a virtualização e os núcleos múltiplos tornando obsoleta a definição de preços por servidor, os fabricantes estão considerando diversos esquemas alternativos. O sistema mais bem conhecido é o de definição de preços por medida (metered pricing), que não tem nada de novo ? a IBM utilizou este modelo por mais de 40 anos em mainframes, e ele ainda responde por 10% de todo o rendimento de software da IBM. O modelo geralmente é mais similar a um plano de telefonia celular do que a uma medição estrita: um taxa fixa inclui uma determinada quantidade de capacidade de computação, e os clientes pagam a mais, quando esta capacidade é excedida. Ela também não está limitada a software, uma vez que a conta também inclui o hardware básico.

Antes de ser adquirida pela Oracle, a PeopleSoft tinha o sistema mais igualitário, uma equação proprietária que pode ser utilizada por uma indústria específica, para uma conta importante e para rendimentos. A Oracle ainda oferece este modelo para os produtos da PeopleSoft, mas outros fabricantes o estão adotando. Apesar de ser criticado frequentemente por sua falta de transparência, o esquema da PeopleSoft institucionaliza, essencialmente, os descontos variáveis que muitos fabricantes proporcionam em listas de preços.

Para muitos grupos de TI, o código aberto pode ser uma solução simples e de baixo custo para a incerteza do licenciamento. Embora as licenças com base em código aberto possam parecer complexas, em grande parte por causa das diferenças entre as versões de GPL, os únicos usuários que precisam se preocupar são aqueles que planejam redistribuir, ou seja, os fabricantes de hardware e software. Toda licença aprovada pela Free Software Foundation ou pela Open Source Initiative permite que software seja livremente copiado e utilizado para qualquer finalidade. Se o software livre for implantado somente dentro de uma organização e não forem dadas cópias a usuários externos, nunca haverá uma obrigação legal de comprar uma licença ou de contribuir com código em retorno, para a comunidade.

Este modelo livre funciona bem para as companhias que tiverem talentos internos capazes de fazer o download, implantar e resolver os problemas do software de código aberto. Todavia, as companhias que exigem suporte técnico precisarão adquiri-lo a partir de um fabricante comercial, o que coloca a TI novamente no mesmo barco, como se tivesse adquirido software de código fechado. Red Hat, Novell, e a maioria dos outros distribuidores comerciais do Linux definem preços de modo muito semelhante ao que Sun e Microsoft utilizam, com licenças de suporte técnico separadas para cada soquete físico.

No setor dos hipervisores, Virtual Iron e Citrix XenSource, colocam seu próprio software proprietário de gerenciamento ?em cima? do Xen, com código aberto, e por isso também cobram por soquete.

A maioria das distribuições Linux atualmente inclui um hipervisor Xen, mas os fabricantes estão divididos a respeito de como devem lidar com o licenciamento por instâncias que são executadas nele. A Novell permite que os clientes executem qualquer número de instâncias dentro de máquinas virtuais, e o pagamento é baseado no número básico de CPUs. A Red Hat utiliza o mesmo modelo que a Sun, exigindo uma licença separada para cada instalação, a menos que os clientes utilizem sua tecnologia integrada de virtualização.

Leia as outras reportagens da série clicando aqui.

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