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Usados por hackers, códigos de exploração diminuem 30%

Códigos de exploração, utilizados por hackers para invadir computadores, foram menos comuns em 2011: de acordo com seu Relatório de Riscos e Tendências X-Force 2011, divulgado nesta semana pela IBM, houve 30% de redução na disponibilidade desse tipo de exploração, tomando como base a média dos últimos quatro anos.

 

A fabricante atribui esse resultado a mudanças de arquitetura e de procedimentos feitas por desenvolvedores de software, que tornaram os caminhos mais difíceis para os hackers explorarem as vulnerabilidades com sucesso.

 

O estudo mostra ainda que, diante dos investimentos das organizações em segurança, os hackers estão sendo obrigados a repensar suas táticas e adotar como alvo lacunas mais específicas de TI e tecnologias emergentes como redes sociais e dispositivos móveis.

 

Houve, ainda, outros movimentos:

 

 

  • Diminuição de vulnerabilidades de segurança não corrigidas – Algumas fraquezas não são corrigidas nunca, mas a taxa vem diminuindo regularmente ao longo dos últimos anos. Em 2011, esta parcela caiu para 36%, comparado a 43% em 2010.

 

  • Diminuição no spam – A rede global de monitoramento de spam de e-mails da IBM mostrou a queda pela metade do volume em 2011, em relação a 2010. A equipe IBM X-Force testemunhou a evolução de spam ao longo de diversas gerações nos últimos sete anos, à medida que a tecnologia de filtragem melhorou e os spammers adaptaram suas técnicas.

 

  • Hackers adaptam suas técnicas em 2011 – Mesmo com estes aprimoramentos, houve um aumento em novas tendências de ataque e um leque de significativas violações de segurança que foram amplamente divulgadas.

 

 

O relatório se baseia em informações coletadas por equipes do setor de segurança da IBM, por meio do levantamento de resultados de divulgação pública sobre vulnerabilidades, com envolvimento de mais de 4 mil clientes, além do monitoramento e análise de uma média de 13 bilhões de eventos diários em 2011.

 

Já os números de ataques nos chamados shell command injections (envio de comandos diretamente a um servidor web) mais que dobrou no mesmo período. Eles substituíram os ataques que alteram a base de dados de um site sem que o usuário perceba.

 

Com isso, os hackers parecem estar adaptando suas técnicas. O relatório identifica um aumento em tendências emergentes de ataques, como adivinhação automática de senhas, phishing e injeção automática de comandos shell contra servidores da web, que pode ser uma resposta às iniciativas bem-sucedidas de sanar outros tipos de vulnerabilidades de aplicativos web.

 

 

 

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