UEFI: Vantagens e suporte

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10:49 am - 11 de março de 2012

Suporte do SO

É claro que para usufruir dos benefícios da UEFI o sistema operacional deve oferecer o suporte necessário. No verbete correspondente da Wikipedia (versão em inglês) há uma longa lista dos SO que já oferecem este suporte, lista que tende a crescer na medida em que aumentar o suporte oferecido pelos fabricantes de hardware (que, infelizmente, tem deixado muito a desejar, como fica claro neste artigo do sempre excelente Tom?s Hardware Guide). E entre os sistemas citados pela Wikipedia constam o Linux, Mac OS X e Windows (todas as versões para Itanium, além de Windows 7, Vista e server 2008 para x86-64).

A diversidade de sistemas operacionais que se entendem com a UEFI é um ponto altamente positivo, posto que a especificação UEFI inclui seu próprio gerenciador de inicialização, ou “boot manager“, que permite ao usuário escolher que sistema operacional será carregado dentre os diversos eventualmente instalados na máquina. E como a especificação UEFI permite que sejam agregadas rotinas (ou “extensões”) a partir de diferentes meios de armazenamento não volátil, a indústria de fabricação de PCs pode usar qualquer placa-mãe que suporte a UEFI e adicionar suas próprias rotinas para implementar funções adicionais armazenadas no disco rígido da máquina, na rede ou até mesmo baixadas da Internet. Estas rotinas podem integrar o próprio procedimento de inicialização da máquina. A única limitação a ser respeitada é que o tamanho da “palavra” seja coerente, isto é: uma implementação UEFI “de 64 bits” só pode carregar sistemas operacionais “de 64 bits” (e o mesmo ocorre, é claro, com as correspondentes implementações “de 32 bits”).

Acha que talvez estas rotinas, programadas em C, incluindo gerenciadores de dispositivos, rotinas de teste mais amigáveis e até mesmo uma interface com o usuário semelhante à de um sistema operacional (“UEFI shell“) talvez exijam demasiado espaço de endereçamento de memória? É possível. Mas, pelo menos, isto agora fica a critério dos desenvolvedores, já que ao contrário do BIOS que, por ter sido concebido para respeitar as limitações do processador i8088, nada “enxerga” além do primeiro 1 MB de espaço de endereçamento, a UEFI está livre desta limitação. Desta e da obrigatoriedade de exigir que, ao ser ligado, o processador emule um i8088 e assuma o chamado “modo real” de operação. Sendo independente da arquitetura do processador, sistemas baseados em UEFI podem ser inicializados com o processador partindo em qualquer modo de operação, desde que suportado pelo SO e pela própria UEFI.

Mas aquelas que talvez sejam as duas maiores vantagens da UEFI, a saber, a possibilidade de incluir rotinas que permanecem carregadas e funcionais mesmo após a carga do sistema operacional e a forma pela qual ela gerencia partições em dispositivos de armazenamento de massa, serão discutidas na próxima coluna.

Até lá

B. Piropo

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