UEFI: Vantagens e suporte

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10:49 am - 11 de março de 2012

As vantagens da UEFI

Dentre estas novidades há algumas inegáveis vantagens. Por exemplo: sistemas baseados em UEFI podem oferecer uma gama de funcionalidades praticamente ilimitada ? que depende apenas da vontade de quem a implementa ? mesmo antes da carga do SO. Sendo a especificação UEFI modular e independente de arquitetura e sistema operacional, pode agregar gerenciadores de dispositivos (“drivers“), o que permite que tais dispositivos sejam acessados mesmo antes da carga do SO (desde que a arquitetura e o SO ofereçam suporte para ela, naturalmente; e não desdenhe achando que “assim é fácil” porque o BIOS, como sabemos, não pode ser adaptado para qualquer outra arquitetura que não a ix86/64). E, como vimos na coluna anterior, pode funcionar como um pseudo sistema operacional, portanto pode incluir código para executar tarefas que seriam impossíveis de agregar ao BIOS. E, ao contrário do BIOS, cujas rotinas devem necessariamente ser programadas em Assembly, as da UEFI podem utilizar a linguagem C, o que a dota de muito maior portabilidade (embora, como ressaltam alguns críticos, gere um código que exige mais memória o que faz com que exijam CIs de memória não volátil de maior capacidade caso sejam neles armazenadas). Tudo isto permite desenvolver uma interface com o usuário para ajustes do sistema durante a inicialização extraordinariamente mais amigável que as duras telas de “setup” dos sistemas baseados em BIOS. Veja, na Figura 2, a tela de ajustes de uma placa-mãe da ASRock que usa UEFI.

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Toda esta flexibilidade faz com que a UEFI possa receber não apenas as extensões previamente incorporadas ao BIOS na medida em que ele evoluía (como a citada ACPI, que foi incluída na especificação UEFI) como aperfeiçoar e tornar mais amigáveis as rotinas do BIOS. Um bom exemplo é o POST, o teste de componentes realizado pelo BIOS quando a máquina é ligada. Os sistemas que adotam a UEFI usam novas rotinas de teste que quando encontram uma falha já não precisam apelar para os crípticos códigos de erro constituídos por uma série de “bipes” e podem (exceto em situações radicais, como um processador inoperante) exibir mensagens mais detalhadas sobre o ocorrido, permitindo que o usuário identifique com mais facilidade as providências necessárias para contornar o problema.

Também como vimos na coluna anterior, as rotinas da UEFI não precisam necessariamente ser armazenadas em um CI de memória não volátil integrado à placa-mãe, podendo usar outros meios de armazenamento de massa. Porém a especificação UEFI é suficientemente flexível para não exigir um sistema de arquivos em particular. Pode ser adotado qualquer um usado pelo sistema operacional a ser carregado. Mas como cada sistema operacional usa seu modelo de gerenciadores de dispositivo (“drivers“), a UEFI usa um modelo próprio, independente do SO, para permitir que os gerenciadores sejam carregados antes do sistema.

O resultado disto é que, por exemplo, os ajustes dos parâmetros do sistema efetuados antes da inicialização do SO, que atualmente são feitos nas telas do BIOS exclusivamente via teclado, poderão ser feitos com o mause nas telas da UEFI.

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