Tutorial Refrigeração Líquida

Mistura do fluído
- Água comum favorece a corrosão e o depósito de impurezas no circuito por ser condutora elétrica.
- Aditivos químicos muitas vezes prejudicam a condutividade térmica da água.
- Aditivos também aumentam a viscosidade do fluido, diminuindo o fluxo.
- O calor específico da água é muito alto, ou seja, um volume pequeno de água pode absorver uma boa quantidade de calor e transportá-la, não há necessidade de grandes reservatórios, favorecendo o uso de bombas in-line com T-Line.
- O PH da água é neutro, o que proporciona o desenvolvimento de algas e bactérias. Seria bom ter um fluido mais alcalino, com PH mais alto, que evitasse esse desenvolvimento.
Então qual a “água ideal”?
- Água de pia comum, potável
-Infelizmente essa água tem adição de cloro, possui partículas minerais em suspensão, com algas e bactérias que vão encontrar um ambiente propicio dentro do circuito fechado de um watercooler. Tem um PH tipicamente acido e é condutora elétrica, que acelera a corrosão generalizada. Recomenda-se não usar a menos que seja tratada como veremos a seguir. Sem tratamento, vai requerer manutenção e limpeza a cada dois meses.
- Água destilada
-Encontrada em postos de gasolina para uso em baterias automotivas. Não confundir com fluido de bateria, que é ácido (a base de ácido sulfúrico). A água destilada não tem minerais, não tem algas ou bactérias pois é resultante de um processo de evaporação e condensação. É a água mais pura que podemos encontrar, e deve ser usada como base da mistura do fluído de um watercooler.
- Água mineral engarrafada
-Há inúmeros tipos de águas minerais nos supermercados, algumas são mais ácidas outras menos, e todas tem algum tipo de mineral em suspensão. E há ainda as gasosas, que evidentemente devem ser evitadas. No Brasil não existem as águas purificadas, portanto não use água mineral engarrafada nos sistemas de watercooler.
- Água deionizada ou desmineralizada-
Esses dois tipos são usados em refrigerações comerciais e passam por processos industriais para remoção de partículas minerais e inversão dos íons elétricos. São bem mais caras do que a água destilada e não oferecem benefícios adicionais a essa em um watercooler, além de ser difícil de encontrar.
[singlepic id=6219 w=320 h=240 float=]
Por uma questão de custo, a água destilada é a que oferece as melhores condições para o uso em watercooler. Partindo dela como base, podemos aumentar seu PH sem interferir muito na viscosidade ou condutividade térmica adicionando no máximo 10% de etileno glicol (aditivos para radiadores automotivos, como o Rad Cool), que é um excelente biocida e anticorrosivo, porém afeta negativamente a condutividade térmica e a viscosidade se for usado em excesso. Se for usar em água de pia, é melhor aumentar a proporção para 15% sabendo que a viscosidade aumentará, bem como sua ineficiência como condutora térmica.
Há misturas mais exóticas, envolvendo o uso de metanol entre outras substancias perigosas e tóxicas, comuns em sistemas ativos que operam abaixo de zero. Mas não é o caso dos watercoolers passivos que apresentamos aqui e são muito perigosos no manuseio.
