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Três regras de ouro para fabricantes que querem inovar e se manter relevantes, segundo executivo da Autodesk

A Ford possui um laboratório específico de realidade aumentada para desenvolver  modelos de carros. Liderados por Elizabeth Baron, engenheiros e designers trabalham em conjunto com realidade aumentada para desenvolver automóveis – a tecnologia, de acordo com a executiva, possibilita ver os mínimos detalhes (até mesmo internamente) dos novos veículos da marca. 

A Under Armour, norte-americana de roupas e equipamentos esportivos, comemorou seu aniversário de 20 anos com um novo protótipo de tênis: o primeiro fabricado completamente por meio de impressora 3D e que foi comercialmente disponibilizado ao mercado.

O que essas empresas têm em comum? Ambas estão apostando em novas tecnologias para aprimorar produtos e entregar valor ao cliente. Mas, para inovar em um momento no qual o virtual e o real se tornam um único espaço, é preciso de ferramentas e profissionais especializados. 

“Hoje, vivemos numa era do social, mobile, e cloud, tecnologias essas que estão conectando pessoas e equipes em projetos como nunca antes, e podemos mais do que automatizar design”, afirma Ray Savona, vice-presidente de vendas para as Américas da Autodesk, durante abertura do Autodesk University, evento da empresa voltado para profissionais da área, estudantes e parceiros, e que acontece nos dias 13 e 14 de setembro, em São Paulo.

Ambos os casos citados no início do texto foram usados como exemplo pelo executivo sobre como as tecnologias da Autodesk estão sendo usadas por empresas – nos exemplos, tecnologias de realidade virtual e de criação de projetos para impressão 3D, respectivamente.

Com mobilidade, redes sociais e nuvem, o cenário para fabricação de produtos ficou mais complexo, mas também mais completo em termos de ferramentas disponíveis para atender toda e qualquer necessidade de clientes que, em um mundo globalizado, pode ser bastante diversa. “Transcendemos do design para algo mais conectado”, comenta Diego Tamburini, estrategista da indústria de manufatura da companhia, que também se apresentou durante abertura do evento.

O executivo chamou essa mudança no cenário tecnológico de era da conexão, na qual não apenas dispositivos estão ligados por meio da internet, mas também colaboradores – e isso consequentemente transforma o modo como trabalhos são desenvolvidos dentro de empresas, explica. A partir desse cenário, como fabricantes podem inovar? O executivo cita alguns pontos que empresas devem se atentar para permanecerem competitivas.

1. Empoderar clientes: essa foi a primeira regra de ouro citada pelo executivo. Isso porque, consumidores, hoje, querem participar. “Traga até eles o processo de desenvolvimento do produto”, comenta Tamburini, ressaltando que algumas empresas estão até usando a participação ativa de consumidores por meio de crowdsourcing, por exemplo, a fim de estreitar cada vez mais o relacionamento cliente-empresa.

“Outra maneira é dar a habilidade de personalizar produtos que consumidores estão adquirindo”, sugere o executivo, ressaltando que esse processo é um pouco mais complicado, porque muda a forma como produtos são desenhados, fabricados e como recebem manutenção – é o caminho da produção em massa para a consumerização em massa.

2. Aumentar agilidade: para Tamburini, o conceito de agilidade, no geral, engloba a capacidade da empresa de responder à disrupções. O segredo, portanto, é desenvolver produtos mais ágeis, ou seja, modulares. Além de promover a colaboração entre fornecedores, clientes, designers. “É preciso dominar a complexidade dos produtos”, argumenta Tamburini.

3. Conectividade: outra regra importante. “Clientes estão esperando por conectividade”, comenta o executivo. “Uma vez conectados [os produtos], o mundo se abre e se começa a pensar em novos modelos de negócios”, comenta o executivo, complementando que propor novos modelos também faz parte dessas regras de ouro.

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