Tivit investe em workflow de software e mobilidade

Assim como todo desafio de CIOs, manter a conformidade e satisfação do usuário colaborativo também faz parte de projetos desafiadores da Tivit, que apostou na garantia de licença para que todos os softwares em uso sejam efetivamente utilizados com controle de acesso de maneira fácil, sem necessidade da abertura de um chamado.
O primeiro passo da companhia foi criar um portal online com diversos softwares pré-aprovados e pré-definidos. ?A ideia é que o usuário final vá até lá e faça a sua instalação e, em caso de custos, o processo não será automático. Um alerta será enviado para a TI que será responsável por aprovar ou não?, conta Selma Aguilera, executiva sênior de TI da Tivit.
Nesse caso, uma alternativa econômica de instalação sempre é disponibilizada ao requerente e, ainda, a TI toma os devidos cuidados para garantir que o usuário, de fato, necessita do software solicitado.
De acordo com Selma, todo esse processo acontece por um workflow automático da Symantec, que emite um sinal direto para o departamento de compras com foco em rapidez e governança.
?Também implantamos deleção automática, onde depois de um tempo, às vezes, você deixa de usar tal software e com a deleção consigo saber quantas licenças tenho comprada e quantas instaladas e, efetivamente, quantas estão em uso?, diz a executiva ao citar que o software que estiver com mais de 60 dias sem uso será deletado da máquina de forma automatizada. ?Temos feito um trabalho para evitar comprar licenças?.
Selma destaca que, seguindo essa mesma linha, a Tivit implantou um parque com 3.000 equipamentos, sendo que alguns deles desligam automaticamente após o horário de expediente.
Uma política foi criada e distribuída para que as máquinas hibernem após 20 minutos do horário de trabalho de cada usuário com foco em reduzir os custos com energia elétrica. Uma conta de quilowatt hora foi feita e aplicada ao longo do ano.
Os resultados dos projetos implantados na companhia, segundo Selma, são: R$ 17 mil por mês em energia; R$ 240 mil por mês em compras de software; e R$ 90 mil por ano com chamados de service desk.
Novas demandas
?O mesmo processo para aquisição de software estamos fazendo para aquisição de hardware?, destaca. Para Selma, diariamente surgem novas demandas como, por exemplo, vigiar o acesso à empresa por funcionários em período de férias. De acordo com ela, a Tivit tem parceria por 30 dias com a Symantec, que disponibilizou todas as soluções para os projetos mencionados acima. ?Meu pessoal fez treinamento de workflow com a fabricante e, em cima disso, criamos novas ferramentas?.
Um exemplo é a contenção do uso da rede wirless da companhia, que tem 26 mil funcionários, sendo que a TI cuida efetivamente de três mil. ?Diante disso, desenvolvemos um script simples para rastrear o acesso à rede. Conseguimos dar uma sobrevida de um ano no investimento?, relata.
A Tivit também está focada no desenvolvimento de um portal corporativo para solicitação de reembolso, atualização de crachás, entre outros. A executiva conta que um levantamento de atividades consideradas experiências ruins dos usuários está sendo feito para colocar no workflow.
Consumerização
Assim como toda companhia, a Tivit também tem desafios com o crescente número de aparelhos móveis que estão sendo levados para dentro do ambiente corporativo. Na tentativa de tentar manter seus dados e informações seguros, a empresa aposta na solução Mobile Management, plataforma que permite à equipe de TI ver se quem acessa o correio eletrônico através de smartphones e tablets são, realmente, pessoas autorizadas ou não.
?Outro ponto que vamos começar a estudar é o controle de acesso mobile na minha rede corporativa, para as pessoas não pegarem carona na rede.?
*Case foi apresentado durante Symantec CIO Engage 2012
*Jornalista viajou ao Guarujá a convite da Symantec
