TIM investirá R$ 12 bilhões no Brasil no triênio 2017-2019

A TIM fechou 2016 com receita líquida de R$ 15,6 bilhões, queda de 8,9% em comparação com o ano anterior, e lucro líquido normalizado de R$ 750 milhões, contra R$ 1,247 bilhão de 2015, recuo de 39,8%. No último trimestre do ano, a empresa apurou receita líquida de R$ 4 bilhões – queda de 1,7% em relação ao mesmo período de 2015, e lucro líquido normalizado de R$ 359 milhões, menos 19,6% ao lucro de R$ 447 ano a ano.

O Ebitda normalizado teve resultado crescente no quatro trimestre, motivado pela redução do Opex. A operadora registrou R$ 1,56 bilhão, crescimento de 5,8% ano a ano. Em 2016, a TIM apurou Ebitda normalizado de R$ 5,2 bilhões, queda de 3,2% em relação a 2015, com R$ 5,4 bilhões.

Segundo Stefano de Angelis, CEO da TIM no Brasil, a tele, no entanto, avançou em eficiência operacional, ao economizar em 2016 R$ 1,2 bilhão da meta de R$ 1,7 bilhão proposta para o triênio 2016-2018. De acordo com a empresa, essa eficiência é fruto não só de um rígido controle de custos, “mas de revisão de processos de despesas e negociações com parceiros”.

Em conferência para comentar os resultados da empresa, Angelis ressaltou que a TIM é, hoje, líder de 4G no Brasil, resultado direto dos investimentos em rede nos últimos anos. Em 2016, a tele encerrou com mais de 1,2 mil cidades com 4G. Para 2017, a expectativa é fechar acima de 2 mil cidades atendidas, contemplando 90% da população urbana do Brasil.

O número de usuários da tecnologia 4G mais do que dobrou, impulsionando o uso de dados em aparelhos de quarta geração. Até o fim de dezembro, 59% do total de tráfego de dados foi gerado em aparelhos 4G. “Temos mais do que o dobro de concorrentes. Isso não é à toa, queremos incomodá-los”, comentou o CEO.

Planos para 2017
Em 2017, o líder da TIM afirmou que a empresa seguirá com seu plano de eficiência operacional anunciado no ano passado. A ideia, inclusive, é ampliar a economia para R$ 2 bilhões até 2018. Além disso, a tele quer melhorar seu posicionando de marca no pós-pago, mas sem deixar de lado o pré-pago. Outra estratégia será ampliar o alinhamento com a TIM Live no Rio de Janeiro e em São Paulo, explorando a cobertura 700 MHz.

Para retomada da receita, a TIM quer também se posicionar como a operadora com melhor custo benefício do mercado, informou o CEO da empresa. Para conquistar esses objetivos, a tele prevê R$ 12 bilhões em investimentos para o triênio 2017-2019, sendo R$ 4 bilhões já direcionados para iniciativas em 2017.

Além disso, a empresa pretende atingir 3 milhões de domicílios em São Paulo e Rio de Janeiro com ultra banda larga fixa, obter 25% de participação nas receitas do mercado e ter mais de 35% de clientes pós-pagos em sua base de consumidores até 2019. No 4G, a tele espera, de 2017 a 2019, ter 95% da população coberta e em 3G 92% da população coberta.

Outro tema que deverá evoluir em sua estratégia é o desenvolvimento de parcerias, especialmente com OTTs e provedores de conteúdo. A empresa anunciou, hoje (3/2), aliança com a SKY para descontos em pacotes.

Oferta digital
O CEO apontou que a TIM acredita que haverá, cada vez mais, a convergência de voz e dados e por isso, a partir de hoje (3/2), todos os planos da operadora terão serviços digitais incluídos na franquia dos planos, sem cobrança adicional e individual dos produtos.

Os clientes terão em seus planos os serviços de música TIMmusic by Deezer e/ou o TIM Banca Virtual, que permite a leitura de mais de 40 títulos de revistas brasileiras, ambos não vão consumir dados do pacote de internet. Além disso, consumidores poderão contar ainda o TIM Protect Backup (5 GB ou 30 GB), que guarda arquivos e documentos de vídeo, áudio, imagem e texto do celular na nuvem.

Além da inclusão dos serviços de valor adicionado, a TIM aumentará o pacote de dados em todos os planos TIM Controle com mais 500 MB e adicionar mais 1 GB no plano de entrada do pós-pago. Também incluirá, promocionalmente, chamadas de TIM para TIM ilimitadas em todos os planos TIM Pós, deixando o pacote de 1 mil minutos apenas para ligações para outras operadoras.

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