A TIM tem atacado o mercado corporativo com força após a integração com a Intelig. Desde o ano passado, a operadora ganhou grandes contratos, sobretudo, governamentais que têm rendido boa receita para a companhia. Nesta toada, o último acordo assinado é com a Cobra Tecnologia, prestadora de serviços de TI vinculada ao grupo Banco do Brasil.
De acordo com executivos da operadora, o contrato é de R$ 250 milhões e tem validade de cinco anos. Mas existe uma previsão de que o valor seja consumido antes do prazo final do acordo. “Temos como competir com ex-monopolistas e competição é sempre bom. Ganhar grandes clientes e com alto nível de exigência é certificado de qualidade”, comenta Luca Luciani, presidente da TIM Brasil.
Ao falar da atuação no mercado corporativo como um todo, em especial na vertical governo, Luciani lembra do contrato firmado no ano passado com o Banco do Brasil de R$ 217 milhões que, na ocasião, ficou conhecido como o maior da América Latina. O presidente da operadora também faz questão de citar o acordo com o governo do Rio de Janeiro, válido para cinco anos e que rende R$ 100 milhões anuais. “Vamos fazer rede para Olimpíada. Temos capacidade de preço e, por isso, ganhamos muita coisa. Estamos também com o Estado de São Paulo e a Prefeitura do Rio de Janeiro.”
Luciani reconhece que a virada da TIM no mundo corporativo veio com a integração da Intelig, adquirida em abril de 2009. A compra trouxe para o grupo italiano, por exemplo, uma rede de 500 mil quilômetros de fibra óptica, um backbone de 14,5 mil km de cabo de fibra óptica e uma rede metropolitana em 18 capitais. “Se tem uma área onde a convergência é uma necessidade é no mundo corporativo, principalmente para os grandes grupos como bancos, seguradoras, onde a integração fixo-móvel é fundamental.” Como exemplo de corporações que estão com a TIM, Luciani citou a Fiat e a Sky e avisou que tem possibilidades com a Editora Abril.
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