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TIM: 5G trará ensino por holograma, melhorias na saúde e segurança

Durante a Futurecom 2019, nesta terça (29) em São Paulo, o CEO da Tim no Brasil, Pietro Labriola, afirmou que a tecnologia 5G “é uma espécie de habilitadora para novas funções e produtividade”.

Sobre o leilão 5G, que deve acontecer no primeiro semestre do ano que vem, Labriola afirma que não há motivos para ter pressa. Isso porque “não adianta fazer o leilão rápido, se somente ele não fará o 5G acontecer”. Ele diz ainda que o leilão precisa da participação de quem realmente quer investir, e não priorizando quem quer comprar espectro para revender.

O executivo concorda que a quantidade de espectro deve melhorar até o pleno funcionamento da tecnologia. Na visão de Labriola, a evolução das redes móveis aconteceu da seguinte forma:

  • 1G: disponível para quantidade limitada de pessoas;
  • 2G: introduziu e massificou a evolução tecnológica;
  • 3G: inovou no uso de dados, mas não deixou muito claro o que seria feito;
  • 4G: massificou o uso dos dados.

Agora, sobre o 5G, ele afirma que no processo de transformação digital a tecnologia “tem que trazer riqueza e melhorar a qualidade de vida das pessoas”. Desta forma, o 5G seria “uma modalidade para criar um ecossistema”.

“O 5G é uma tecnologia ímpar”, disse. “Vai trazer mais riqueza para o sistema, mais qualidade de vida, então temos que ter cuidado no seu desenvolvimento”, acrescentou, dizendo ainda que “a próxima onda [tecnológica] só vai chegar daqui 10 anos”.

E, não, o 5G não “acabará” de alguma forma com o 4G, que ainda mantém nível de crescimento constante, segundo dados da GSMA.

5G na sociedade

 

Labriola destaca três pontos onde o 5G fará grande diferença: educação, segurança e saúde. Sobre o primeiro, o executivo diz que áreas como o ensino à distância e aulas com hologramas serão mais comuns.

“E isto não é ficção científica. Estamos falando que não precisamos mais aguardar as tecnologias, porque elas já existem; o que faltava era a conectividade.”

Há poucos dias, Claro e Ericsson realizaram uma transmissão holográfica em um estádio brasileiro durante um concerto. Na ocasião, foi utilizada uma rede 5G de testes.

Na segurança pública, Labriola destacou o uso de reconhecimento facial. Ele afirma que, apesar de já existir hoje no Brasil, “alguns países já têm drones, que com as capacidades do 5G, podem fazer o reconhecimento à distância”.

O uso de reconhecimento facial na segurança pública é duramente criticado, pois ainda não existe uma regulamentação clara sobre seu uso.

Já sobre o terceiro ponto, o executivo afirma que podemos ter modelos de telemedicina, cirurgia remota e exames remotos. Como exemplo numérico, destaca que “55% dos médicos brasileiros atuam nas capitais”, mas que apenas 24% da população reside nestas localidades.

IoT em mais regiões

Também hoje, a Tim anunciou avanços na oferta de Internet das Coisas. A operadora anuncia que ultrapassou a marca de mais de três mil municípios cobertos por NB-IoT (narrowband IoT).

A abrangência deve habilitar a criação de novas ofertas também em municípios afastados. A tecnologia utiliza uma faixa de 25 kHz, e o NB-IoT pode ampliar em mais de 40% a cobertura em relação ao uso de smartphones.

O foco, então, está na expansão da rede, e não na velocidade; por isso o baixo consumo energético, também. A operadora visa desenvolver aplicações com parcerias com empresas públicas e privadas.

“Com este investimento, nos colocamos no papel de facilitadora para o desenvolvimento desta gama infinita de soluções de IoT”, disse o CTIO da TIM Brasil, Leonardo Capdeville.

O NB-IoT ainda traz soluções para cidades inteligentes, como sensores em semáforos e estacionamentos, sensores de polução de cidades, medidores para energia, água e esgotos.

Já no campo, a empresa diz que o foco é conectar sensores meteorológicos, de umidade no solo, de monitoramento de pragas e maquinários agrícolas.

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