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Inteligência artificial contribui para previsão de demanda no varejo

Segundo estudo, 73% dos executivos de varejo acreditam em melhoria de performance com o uso da tecnologia

Por  Redação

14:04 - 26 de outubro de 2020
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A maioria parte dos varejistas (73%) acredita que inteligência artificial (IA) e o machine learning podem agregar valor significativo aos seus processos de previsão de demanda. Além disso, mais da metade afirma que pode melhorar outras capacidades críticas da cadeia de suprimentos. Os resultados fazem parte do Pesquisa Global de Varejo – Estudo da Cadeia de Suprimentos Integrada à Inteligência Artificial, realizada pela Retail Systems Research (RSR), a pedido da LLamasoft. O levantamento ouviu 82 executivos da indústria.

Segundo a pesquisa, enquanto 56% dos varejistas com alta performance, também conhecidos como os ‘Varejistas Vencedores’, utilizam tecnologia para modelar planos de mitigação de riscos nas suas cadeias de suprimentos, 31% não fazem o mesmo.

Em geral, 56% dos entrevistados estão lutando pela habilidade de responder rapidamente às mudanças, e a falta de flexibilidade teve um custo durante as disrupções, como a da Covid-19, com muitos deles experimentando resultados de grandes quedas em suas receitas.

Além disso, 73% dos ‘Varejistas Vencedores’ contam com a previsão e habilidade de monitorar a capacidade, permitindo que estejam preparados às mudanças repentinas na oferta e na demanda, em comparação à 35% dos ‘Outros’ ou ‘Varejistas de Baixa Performance’. Este é um indicador claro de que os ‘Varejistas Vencedores’ estão ultrapassando a concorrência ao prever e se preparar para o futuro.

No entanto, sem a habilidade para adaptar-se a estes picos repentinos por meio dos planos de contingência, a previsão não terá muita utilidade. Por isso, ambos devem estar fortemente relacionados para “produzir” um ‘Varejista Vencedor’.

Covid exige reposta rápida

A Covid-19 ilustrou com maior profundidade que, a partir de agora, os varejistas devem ajustar-se ao mundo “nunca normal” em que vivemos hoje, e precisam atuar de uma forma consistente para permitir uma resposta mais rápida e direcionada ao sucesso.

Sempre existirão variações de mercado e disrupções, o que significa que os varejistas devem ser capazes de prever estas mudanças e se adaptarem rapidamente. Algo que não é novidade. Enquanto a Covid-19 acelerou certas mudanças, como por exemplo, a transição para o e-commerce, os hábitos do varejo já estavam se transformando e a necessidade de adaptação já era uma preocupação relevante.

Melhorias

Enquanto alguns varejistas estão mais à frente em termos de habilidade técnica, o estudo mostra que a indústria do varejo como um todo, tem muito espaço para melhorias. Por exemplo, mais de 50% de todos os varejistas entrevistados disseram que seus sistemas atuais estão causando um problema “grande” ou “relevante” em todas as dez capacidades da cadeia de suprimentos que foram apresentadas a eles. Além de que 13% dos varejistas ainda nem planejam investir em tecnologia.

Com a mudança de hábitos do varejo e o processo acelerado pelos impactos da Covid-19, os atuais ‘Varejistas Vencedores’ estão preparados para triunfar mais uma vez. Os compradores estão rapidamente migrando para o e-commerce, uma mudança que sem dúvida contribuirá para as flutuações na oferta e na demanda.

Varejistas com tecnologia para prever essas mudanças, modelar planos e opções de contingência, e rapidamente adaptar sua estratégia da cadeia de suprimentos para atender à nova demanda e ainda evitar o excesso de suprimentos, serão vencedores. Aqueles que não forem capazes, arriscam-se a serem deixados para trás com vendas abaixo das metas e perdas ocasionadas pelo desperdício.

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