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Tendências pós-COVID para o setor varejista

A pandemia de COVID-19 certamente é um divisor de águas, com impactos de longo prazo que estão além da saúde pública. Na economia, um dos setores mais abalados foi o do Varejo, segmento em que a competitividade já é extremamente acirrada. Por isso, pensar em quebra de paradigmas e inovação me parece um caminho essencial a seguir.

Como aponta a experiência internacional de retomada das atividades econômicas, a recuperação do setor será gradual. Isso se dá porque, além do receio dos consumidores em circular por locais públicos, existe o comprometimento da renda familiar devido às condições adversas do mercado de trabalho. Essa realidade precisar ser levada em conta pelos varejistas em sua estratégia de negócios.

Um ponto-chave para a adaptação para um novo ambiente, chamado de “novo normal”, será a digitalização. A Transformação Digital já era uma necessidade das empresas brasileiras, mas, agora, está em evidência ainda maior pela necessidade de aceleração dos negócios. Por isso, investir em processos inteligentes como Inteligência Artificial (IA) e automação, além de networking, multi-plataformas de compras em omnichannel, formas virtuais de pagamento, e também adotar uma cultura comportamental voltada para o digital, facilitarão a entrega de valor aos consumidores e abrirão portas para oportunidades que, antes, não chegaram a ser exploradas.

O segmento varejista viu crescer exponencialmente o e-commerce, incentivando ações como o redirecionamento de esforços para o serviço de entregas. Todos pudemos acompanhar as dificuldades que algumas grandes redes tiveram para lidar com o imenso volume de consumidores em seus sites, bem como para realizar as entregas em períodos aceitáveis. Por outro lado, também testemunhamos a forma como outras empresas do setor conseguiram satisfazer as exigências dos clientes, chegando a triplicar o faturamento e até mesmo ingressando em outras áreas de negócios – porque estavam mais avançadas em suas jornadas de Transformação Digital.

A digitalização possibilita, por exemplo, o conhecimento aprofundado das demandas dos consumidores, o que favorece a geração de insights para a oferta de produtos e serviços de forma mais assertiva. A humanização e personalização de interações com os clientes se mostram, cada dia mais, um movimento vencedor para fidelizar sua atenção. A presença em redes sociais, bem como o uso de tecnologias de ponta para a análise de dados, faz com que a jornada e a experiência de compra dos usuários sejam otimizadas e o desempenho aumente, apresentando um diferencial da concorrência.

As parcerias também têm se mostrado uma estratégia promissora, ganhando força a partir da necessidade de aproximação com parceiros-chave que agreguem know-how e possam contribuir efetivamente para acelerar a Transformação Digital e tornar a entrega dos varejistas mais relevante e completa.

As fronteiras entre o virtual e o mundo físico estão mais difusas e as empresas que compreenderam como navegar esse ecossistema dinâmico estarão aptas a enfrentar as consequências trazidas por qualquer disrupção, além de se anteciparem para a corrida em prol de soluções que agreguem valor e relevância às experiências dos clientes.

Os desafios são grandes, mas os líderes que souberem explorar o potencial de digitalização de seus negócios, identificando e investindo nas tendências emergentes mais modernas, conseguirão se posicionar à frente dos concorrentes e obter sucesso nessa jornada. Não há tempo a perder!

*Raul Rocha é vice-presidente de Vendas da Qintess

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