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Tecnologia ajuda Amanco a planejar crescimento

A aceleração dos projetos com construtoras privadas e com o setor público, no segundo trimestre deste ano, sinalizaram o início da retomada do crescimento para a fabricante de tubos, conexões e acessórios sanitários Amanco. A presidente da empresa no Brasil, Marise Barroso, informa que, como reflexo direto, o grupo planeja ampliar as vendas e o faturamento no País em 2009, bem como pretende aumentar sua participação no mercado.

Sobre o impacto que a TI vai ter no período pós-crise, Marise informa que a empresa se apóia na tecnologia para o controle do planejamento de ações e para uma análise mais apurada dos dados.

CIO – Faça um balanço de 2009.
Marise Barroso – Apesar de toda a situação internacional que vivemos, o ano tem sido bastante positivo. A empresa vai crescer e, dentro do nosso mercado (de tubos e conexões), percebemos que não são muitas as organizações que apresentarão crescimento em 2009.

Nós teremos acréscimo tanto em volume de vendas quanto no resultado financeiro. E, se levarmos em conta que o setor no qual a Amanco atua está descrescendo, devemos ganhar market share (participação de mercado) este ano.

CIO – Como a crise financeira afetou os negócios ao longo deste ano?
Marise – Basicamente, observamos uma redução – sobretudo no primeiro semestre – no volume de negócios realizados com construtoras e setor público. Estes dois segmentos dependem de financiamento e, como a crise econômica pela qual passamos foi de liquidez, o crédito ficou muito restrito e afetou tanto os investimentos por parte do governo como os realizados pelas empresas privadas.

Em contrapartida, não registramos redução no segmento mais importante para a Amanco: o varejo, que engloba a construção civil residencial e a comercialização de materiais nas lojas especializadas. Vale ressaltar que, no País, 85% das obras no setor residencial são realizadas sem a participação de construtoras. Na prática, isso significa que grande parte do segmento é liderado pelo dono da obra, ou seja, aquela pessoa que compra o material utilizando as próprias economias. E como esses consumidores nunca tiveram acesso fácil ao crédito, continuaram consumindo normalmente no período de crise.

CIO – Houve investimentos estratégicos em TI para melhorar a operação?
Marise – Assim como mantivemos o objetivo de aumentar a capacidade das fábricas, não mexemos no orçamento da área de TI. O foco dos aportes em tecnologia foi a atualização do sistema de gestão empresarial utilizado pela companhia. Também investimos em videoconferência para reduzir despesas com viagens, já que a Amanco é uma empresa global. Além disso, apostamos bastante em ferramentas tecnológicas para melhorar o desempenho da equipe comercial.

CIO – De que forma o uso da TI pode ser um impulsionador do seu negócio?
Marise – No nosso caso, tanto na frente de planejamento como na parte de análise de dados, a TI é muito importante. Dependemos de relatórios diários para avaliar nossos resultados e a tecnologia torna-se fundamental, já que proporciona um planejamento mais preciso e dá agilidade de resposta.

CIO – Qual sua participação nas decisões dos projetos de TI?
Marise – Toda a diretoria se envolve das decisões de TI. Temos um comitê na companhia, que se reúne quinzenalmente e analisa os projetos multidisciplinares da empresa.Assim, por exemplo, quando há a necessidade de migrar a versão de um sistema, esse grupo discute a solução e o cronograma de implementação, seja porque isso demanda a paralisação de algum departamento ou ainda porque implica em alterações nas vendas e no faturamento.

CIO – Em sua opinião, a tecnologia tem ajudado – ou vai ajudar – a empresa a reduzir custos e melhorar resultados?
Marise – Sem dúvida. Para mim é difícil conceber uma empresa de grande porte que possa trabalhar sem o apoio da tecnologia. Os sistemas de informação têm de estar integrados para que os gestores possam planejar bem como acompanhar todos os resultados da operação.

É claro que quando falamos em integração pensamos em sistemas maiores, como os de gestão empresarial. No entanto, há uma série de ferramentas menores que contribuem muito para a redução de custos.

CIO – A empresa já percebe o reaquecimento da economia?
Marise – Com certeza. A partir do mês de maio deste ano começamos a notar o crescimento dos setores que estavam menos aquecidos no início de 2009 e que incluem as construtoras, o setor de governo e o segmento de irrigação.

CIO – Esse reaquecimento está refletido no planejamento de 2010?
Marise – Sim, está. E a área de TI vai continuar a ser uma parte fundamental do nosso plano.

CIO – Como a TI faz parte de sua estratégia para o próximo ano?
Marise – A tecnologia está envolvida no negócio como um todo. Ela que permite o planejamento de nossa atuação, o controle dos resultados e fornece as ferramentas necessárias para a equipe comercial e de logística.

CIO – Se pudesse dar um único conselho para o executivo responsável pela TI em sua empresa, qual seria?
Marise – Continue envolvido no negócio, porque esse é um grande diferencial da área de TI. Participar ativamente do dia-a-dia da organização é a chave para o sucesso do CIO e eu recomendaria que esse profissional não perca isso de vista.

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