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Presidente da Serasa Experian: crescimento baseado em TI

Para processar cerca de 4 milhões de consultas por dia e atender a uma base de aproximadamente 400 mil clientes, a Serasa Experian – um dos maiores bureaus de crédito do mundo – depende diretamente da tecnologia da informação. “A TI é o nosso negócio”, destaca o presidente da companhia no Brasil, Francisco Valim, que acumula também a presidência da Experian na América Latina.

Como reflexo dessa postura orientada à tecnologia, Valim informa que seu departamento de TI deve ter um papel crucial nos planos de 2010, quando a empresa projeta um crescimento maior do que o obtido este ano, graças ao aumento de produtividade da equipe e a um melhor relacionamento com os clientes.

CIO – Faça um balanço de 2009.
Francisco Valim – Este ano foi muito bom para a companhia, não tivemos de desacelerar as operações e registramos um crescimento de dois dígitos.

CIO – Como a crise financeira afetou seus resultados ao longo deste ano?
Valim – A crise financeira não teve impacto em nossa operação. A velocidade de crescimento pode até ter diminuído – em relação ao ritmo que vínhamos mantendo nos anos anteriores –, mas continuamos ampliando equipes, realizando contratações e desenvolvendo novos projetos.

CIO – Houve investimentos estratégicos em TI para melhorar a operação?
Valim – Os principais investimentos em TI no ano de 2009 estão relacionados à reformulação do nosso site e à readequação da operação para ampliarmos as atividades de comércio eletrônico.

Além disso, apostamos na evolução de nossas ofertas de produtos e serviços por meio da otimização da plataforma pela qual os clientes se relacionam com a empresa.

CIO – De que forma o uso da TI pode ser um impulsionador do seu negócio?
Valim – As tecnologias da informação e comunicação são o nosso negócio. Meu produto depende diretamente da TI e, por isso, o departamento é considerado como uma área de negócio.

As demais áreas – que não são ligadas à tecnologia – representam uma parcela muito pequena de nossa operação.

CIO – Qual sua participação nas decisões dos projetos de TI?
Valim – Eu, bem como os outros diretores da Serasa Experian, participo intensamente de todo o processo de decisões ligadas à tecnologia. Como os projetos de TI são absolutamente estratégicos para nós, mantemos um comitê – formado por mim e os diretores de todas as áreas de negócios – que se reúne mensalmente para avaliar questões como a otimização, priorização e validação dos projetos ligados à
tecnologia da informação.

CIO – A tecnologia tem ajudado – ou vai ajudar – a empresa a reduzir custos e melhorar resultados?
Valim – Nosso foco atualmente é aumentar a produtividade e melhorar o que já temos. Na prática, isso significa que buscamos o desenvolvimento de métodos para aprimorar nossos processos, facilitar o trabalho das diversas áreas de negócio e melhorar o relacionamento entre a empresa e os clientes.

E, com processos mais eficientes, melhores formas de trabalhar e mais contato com os clientes, a redução de custos aparece como uma consequência natural.

CIO – A empresa já percebe o reaquecimento da economia?
Valim – Nós mesmos produzimos um indicador econômico e, com base nesse material, sabemos que a partir de janeiro a economia deve voltar à normalidade. O volume de negócios, por sua vez, tende a retornar ao mesmo patamar observado no ano de 2007.

CIO – Esse reaquecimento está refletido no planejamento de 2010?
Valim – Sim, já que pretendemos crescer em ritmo ainda mais acelerado e superar os resultados obtidos em 2009, que já foi um ano bom. Passaremos do “positivo” para o “mais positivo”.

CIO – Como a TI (Tecnologia da Informação) faz parte de sua estratégia para o próximo ano?
Valim – A tecnologia da informação, em si, é nossa estratégia. Só graças a ela podemos entregar produtos e serviços aos nossos clientes.

CIO – Se pudesse dar um único conselho para o executivo responsável pela tecnologia da informação em sua empresa, qual seria?
Valim – Eu diria que os líderes de TI devem se esforçar para criar empresas que atuem no timing certo das oportunidades e que sejam flexíveis a ponto de se adaptar a todas as situações. É necessário responder às demandas e ao negócio, tanto quando o cenário está positivo como no momento em que encontra-se negativo ou estagnado.

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