SuperBonder inicia piloto com iPad

A Henkel, companhia alemã que detém marcas como as das colas instantâneas Pritt e Loctite Super Bonder, está fazendo de tudo para desgrudar seus executivos e vendedores da cadeira e também descolar muitos de seus processos presos aos fios do escritório.
Usuária do smartphone BlackBerry, da canadense RIM, desde 2006, a Henkel está conduzindo um projeto-piloto global que deve alçar a companhia a um salto tecnológico nos próximos meses com a ajuda da Apple.
Com o intuito de levar o escritório para a rua, a empresa está testando o desempenho e os benefícios das tecnologias iPhone (smartphone) e iPad (tablet), de forma a dar mais flexibilidade aos funcionários e permitir que eles façam, de forma remota, quase tudo que faziam a partir de suas baias.
“O piloto está começando agora no Brasil com a equipe de TI (tecnologia da informação), deve durar por volta de três meses e mostra que o iPhone é mais flexível que o Blackberry no acessos e na navegação na Internet”, diz Adriana Bianca, diretora de TI da Henkel para América Latina.
Isso não significa, contudo, que a Henkel dará as costas ao Blackberry. Mesmo em caso de a companhia aprovar a Apple, Adriana diz que cada usuário terá o poder de escolha entre iPhone e BlackBerry.
Mais do que uma marca, o que a Henkel busca é uma tecnologia que traga mais eficiência aos processos da empresa e ao atendimento aos clientes.
No piloto realizado na Colômbia há dois anos, a empresa testou o smartphone Motorola ES400, para entrada e consulta de pedidos de vendas de produtos como colas Pritt e Loctite Super Bonder.
Em pouco tempo, o teste mostrou redução no tempo de pedido de três dias para 1,5 hora. “Com este smartphone a filial conseguiu acelerar a entrada de pedidos, reduzir erros e visitar um número maior de clientes no mesmo dia”, diz Adriana.
No segundo semestre, a Henkel deve eleger qual tecnologia deverá acompanhar seus funcionários na rua.
