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Storytelling: 3 grandes erros cometidos durante apresentações

Saber se comunicar é a chave para apresentar bons projetos, fechar bons negócios, conseguir aquele aumento. Não à toa, é uma das habilidades prioritárias para quem trabalha no mundo corporativo – especialmente quando o cargo ocupado é de liderança.

Mas não é todo mundo que se sente confortável para fazer uma apresentação. É sempre aquele branco quando surge o primeiro slide na tela do computador. O que escrever? Como organizar? Contar histórias, aquelas boas que prendem a atenção do público, nem sempre é fácil.

“Um dos problemas de compreensão é a falta de atenção. Se a história é boa, por definição, ela demanda total atenção do ouvinte”, afirma Fernando Palacios, professor da ESPM e responsável pelo workshop de Storytelling que aconteceu na manhã de sexta-feira (21/8), durante o IT Forum+, que acontece entre 19 e 22 de agosto na Praia do Forte (BA).

É exatamente essa falta que atenção que o Storytelling visa driblar. Ao contrário do que muito podem pensar, a técnica não serve apenas para o criativos ou para pessoas que já pertencem ao ramo da comunicação. Ela pode ser incorporada em qualquer tipo de apresentação, segundo Palacios. É um recurso que serve como guia para aqueles que querem prender a atenção do público e passar uma mensagem clara.

Durante sua apresentação, Palacios citou três grandes erros que as pessoas costumam cometer quando estão nos holofotes. Conheça quais são:

1. Evitar dar a resposta antes que a audiência tenha feito uma pergunta
De acordo com Palacios, as pessoas costumam começar suas apresentações sempre com o tradicional “estou aqui para falar sobre…'”.

“A tendência é a plateia se desinteressar logo no início”, afirma. “Enquanto a pessoa não conseguir visualizar o problema e não o entender, ela não vai querer trabalhar com você para solucioná-lo”, explica Palacios. Ou seja, comece pelo problema, não com a resposta para ele.

2. Linguagem técnica
Muitas vezes, em apresentações para pessoas do mesmo ramo, o locutor costuma utilizar muita linguagem técnica. É aí que está o erro. “Quando eu uso um termo, podemos, eu e você, ter uma visão divergente sobre a mesma expressão”, afirma Palacios. “Como estão falando para uma plateia de conhecedores do mesmo assunto, a tendência é achar que todo mundo entende, mas pode ser que a situação não seja bem essa.”

Para isso, o especialista sugere usar exemplos, conta uma história, utilizar metáforas. Assim evita-se o desentendimento ou o não entendimento.

3. Forçar emoções
Causar algum tipo de emoção na plateia é algo que todo apresentador almeja, porque emoções prendem a atenção. O problema é quando a situação é algo forçado. “Quando a pessoa está rindo ou emocionada, ela presta mais atenção. Mas quando é algo forçado você acaba caindo no medo número um que todo apresentador tem: o de fazer papel de bobo”, afirma o professor. Para não cair nessa armadilha, o segredo é contar uma história.

“Quando o apresentador usa como exemplo uma história e essa emoção está inserida no meio do conto, fica muito mais seguro criar esses momentos de emoção sem que se exponha tanto”, observa. “Deixe a emoção ser orgânica. Se acontecer de ninguém rir no momento que você desejar, não tem problema, porque não é uma piada, de fato”, encerra.

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