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Startups brasileiras levantaram US$ 484,4 milhões em julho

Startups brasileiras receberam um total de US$ 484,4 milhões em investimentos ao longo do mês de julho, revelou o relatório mensal Inside Venture Capital Report, do Distrito.

O montante é mais de quatro vezes superior ao investido no mesmo mês no ano passado, de US$ 102,1 milhões. No entanto, foram feitas menos rodadas neste mês de julho: foram 44 registradas agora, contra 56 em julho de 2020.

O maior aporte do mês foi os US$ 170 milhões captados pelo Daki em uma rodada Series A. Também figuram entre os destaques a rodada de US$ 58,6 milhões captada pelo Blu em uma Series B; e US$ 49,3 milhões da Will.Bank, também em uma Series B. Mais uma vez as fintechs foram responsáveis pelo maior número de acordos: 14, no total. As retailtechs, no entanto, levantaram mais recursos, em um total de US$ 191,6 milhões.

“Esse número mostra um crescimento consistente das startups no Brasil. Definitivamente, o país faz parte do footprint global das empresas de tecnologia”, afirmou Gustavo Gierun, cofundador do Distrito. “Observamos também um movimento de intensificação na disputa pelo mercado de e-commerce e entrega rápida.”

Leia também: SoftBank lidera investimento de R$ 580 mi na Omie, plataforma de ERP

O relatório também mostra que as startups brasileiras captaram nos primeiros sete meses deste ano US$ 5,6 bilhões em 412 rodadas de investimentos. O montante representa 161,4% do total investido em 2020.

O Inside Venture Capital Report traz ainda uma análise sobre as fusões e aquisições entre as startups brasileiras. De acordo com o levantamento, foram 18 M&As ao longo do mês de julho. Destaque para as compras da Minuto Seguros e Volanty pela Creditas; para a Credpago adquirida pela Loft; para o Repassa, adquirido pelas Lojas Renner; e pelo Guiabolso, comprado pelo PicPay.

“O ecossistema de inovação cresce a uma velocidade surpreendente, atraindo o olhar das grandes corporações. É de se esperar que essas transações continuem a crescer, ao passo que empresas se abrem para a inovação. Além disso, muitas vezes essas aquisições têm objetivos estratégicos, seja para a ampliar e otimizar o escopo de atuação ou mesmo para entrar em um novo mercado”, diz Gierun.

No ano, o acumulado chega a 134 fusões e aquisições realizadas entre janeiro e julho. Fintechs (25), retailtechs (22) e martechs (17) são os setores mais procurados. Para efeitos de comparação, o ano de 2020 concentrou um total de 163 transações do tipo ao longo de seus 12 meses.

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