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Startup de patinetes Grow está na mira de compra do Peixe Urbano

A Grow Mobility, que inclui as companhias de patinete Grin e Yellow, estaria da empresa de comércio eletrônico Peixe Latam (conhecida no Brasil como Peixe Urbano), de acordo com fontes que conversaram com a Reuters

Segundo informado, as conversas já estariam em níveis mais aprofundados, apesar de nenhum acordo ou termo assinado. Dentro das formas de pagamento pela aquisição, a troca do negócio por ações do Peixe Urbano está sendo levada em consideração. Procuradas, as lideranças da Grow e Peixe Urbano não comentaram a notícia 

Visto anteriormente como um dos negócios da nova economia, o setor de patinetes (e outros modais) elétricos vem enfrentado dificuldades para encontrar um modelo de negócio sustentável.

Um dos grandes motivos é a forte concorrência: como o lucro para essas marcas só é alcançado por escala, contar com um número grande dentro de um mesmo mercado em geral é receita para perdas. 

Movimento esse visto com força no começo do ano, com a saída da americana Lime do Brasil e a retração experimentada pela própria Grow, que deixou de operar em 14 cidades para se concentrar em grandes centros, retirando de circulação produtos como aluguel de bicicletas. 

Em paralelo, a Uber lançou nesta semana sua operação na cidade de São Paulo, com parceria para aquisição de capacete e uma proposta de preço promocional que dá gratuidade no desbloqueio (que pode ser vantajoso para viagens de até 5 minutos). 

Na percepção dos analistas que conversaram com a agência de notícias, o negócio de mobilidade por meio de bicicletas ou patinetes compartilhados tem mais chances de se provar quando é inserido dentro de um portfólio maior (como no caso da Uber por exemplo), dando mais tempo para estruturações. Quando a empreitada é realizada de forma independente, os desafios e problemas crescem de forma significativa. 

Atualização: o Peixe Urbano e enviou na quinta à noite um comunicado à Reuters negando que está em negociação para comprar a Grow Mobility.
De acordo com a agência, a “A fonte com conhecimento direto do assunto disse que a Grow estava discutindo com o investidor Felipe Henriquez a venda da companhia”. Procurado, Henriquez não foi encontrado para contato

https://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKBN20T001-OBRIN

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