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Softwares piratas rodam em metade dos dispositivos no Brasil

No Brasil, a taxa de usuários de computadores brasileiros que usam software não licenciado (leia-se, pirata) caiu três pontos entre 2013 e 2015, indica pesquisa global sobre software da BSA | The Software Alliance, Seizing Opportunity Through License Compliance (As oportunidades oferecidas pela conformidade de licenciamento).

“Apesar de leve, a queda é positiva para o Brasil, que teve a menor taxa de pirataria da América Latina, mas ainda há muito a ser feito”, explica o country manager da BSA para o Brasil, Antonio Eduardo Mendes da Silva, o “Pitanga”.

A melhora pode ser atribuída às campanhas de conscientização promovidas por parcerias entre entidades como a própria BSA e a ABES (Associação Brasileira de Empresas de Software), ao crescimento da cultura de gestão de ativos de software por parte das empresas e à expansão da venda de softwares por meio da tecnologia cloud, que permite ao consumidor e às empresas um novo modelo comercial.

“O desempenho do Brasil e do México, devido ao tamanho dos mercados, influenciou um declínio de quatro pontos percentuais na média da América Latina”, explica “Pitanga”.

De acordo com o estudo, 39% dos softwares instalados em computadores ao redor do mundo em 2015 não foram licenciados adequadamente, o que representa apenas uma modesta diminuição em relação aos 43% verificados no estudo global anterior da BSA, em 2013. 

Os CIOs estimam que 15% dos funcionários instalam software na rede sem que eles fiquem sabendo. No entanto, eles estão subestimando o problema, já que quase o dobro dessa quantia, 26% dos funcionários, afirmam instalar software não autorizado na rede corporativa.

“É de extrema importância para uma empresa saber quais softwares fazem parte de sua rede corporativa”, afirmou a presidente e CEO da BSA |The Software Alliance, Victoria A. Espinel. “Muitos CIOs não sabem o total de softwares instalados nas suas redes corporativas e se os mesmos são legítimos”, completa. A boa notícia, segundo o estudo, é que as empresas podem minimizar drasticamente os riscos de não conformidade estabelecendo um bom programa de SAM (Gestão de Ativos de Software).

Risco para a segurança cibernética

Os taques cibernéticos estão entre os principais riscos ligados à pirataria de software, senundo a BSA. A pesquisa, que incluiu consumidores, gerentes de TI e usuários de computadores corporativos, reforça uma forte ligação entre os ataques cibernéticos e a utilização de software não licenciado. Onde há software não licenciado em uso, a probabilidade de ocorrência de malware aumenta dramaticamente. O custo para lidar com incidentes envolvendo malware pode ser elevado. Só em 2015, por exemplo, os ataques cibernéticos custaram mais de US$ 400 bilhões às empresas de todo o mundo.

Muitos CIOs ouvidos pela pesquisadeclararam que a maior preocupação deles é a perda de dados associada a esse tipo de incidente de segurança. De fato, a pesquisa descobriu que 49% dos CIOs identificaram as ameaças à segurança geradas por malware como uma grande ameaça imposta pelo uso de software não licenciado. Eles também afirmaram que o uso de softwares legítimos e licenciados é uma medida crucial para evitar tais ameaças. E a maioria dos funcionários entrevistados (60%) compartilha dessa opinião, reconhecendo que o risco de segurança está intimamente relacionado ao uso de softwares piratas.  

O relatório acrescenta que a Gestão de Ativos de Software (SAM), se bem feita, permite que as organizações otimizem o uso de softwares ao instalar aqueles que melhor se adaptem ao negócio; certifiquem-se sobre a legitimidade das ferramentas que possuem e  tenham políticas e procedimentos disponíveis para reger a aquisição, implantação e desinstalação dos softwares. Tudo isso faz com que o SAM seja parte estratégica do negócio.

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