Briga de torcidas faz estádio do Pacaembu investir em software de biometria

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1:59 pm - 27 de março de 2012

A fim de diminuir a violência nos estádios de futebol, a Federação Paulista, em conjunto com a Polícia Militar de São Paulo começou, no domingo (25/03) a testar um software israelense de biometria facial que registra o rosto do torcedor na chegada ao Pacaembu – local onde a tecnologia é avaliada – e que passa vigiar à distância por meio do zoom de câmeras de alta definição o comportamento dele na arquibancada.

Anderson Luiz Carvalho, gerente de marketing do Grupo Policom – uma das três empresas envolvidas no projeto, ao lado da Abex Brasil e da NNW – explicou, por meio de nota oficial, que atualmente seis câmeras estão espalhadas pelo estádio e localizadas onde geralmente ocorrem confusões.

Com base no modelo que já é aplicado em estádios europeus, a intenção é que, em posse de imagens ao vivo ou gravadas de eventuais confusões – não apenas brigas, mas também roubo de carteiras, uso de drogas –, a polícia construa uma base de dados com torcedores problemáticos reconhecidos a partir de biometria facial.

Todas as pessoas são registradas por câmeras de 2 megapixels na entrada e vigiadas com nitidez por outras de 16 e 29 megapixels dentro do estádio.

No domingo, uma briga que envolveu cerca de 300 torcedores do Palmeiras e do Corinthians – times que se enfrentaram pelo Campeonato Paulista – deixou um jovem de 21 anos morto e outro ferido em São Paulo.

 

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